UMARO SISSOCO EMBALÓ PROMETE ENGAJAMENTO PARA LEVANTAR SANÇÕES CONTRA OS ATORES POLÍTICOS

UMARO SISSOCO EMBALÓ PROMETE ENGAJAMENTO PARA LEVANTAR SANÇÕES CONTRA OS ATORES POLÍTICOS

O antigo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, prometeu esta quarta-feira (07.02) estabular contactos com os líderes da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) de forma a levantar as sanções impostas aos políticos guineenses pela organização sub-regional.

Apesar de considerar que esta decisão da CEDEAO pode afectar a Guiné-Bissau, Sissoco Embaló, apelou que as sanções aplicadas aos atores políticos pela não aplicação do acordo de Conacri sejam levantadas.

“É lamentável e eu já estou a fazer o máximo para reverter a situação junto dos meus amigos da organização sub-regional no sentido de levantar as sanções. Não podemos aceitar esta situação, porque é uma vergonha para a Guiné-Bissau”, afirmou o antigo chefe do governo.

Num comunicado que a Rádio Jovem teve acesso esta quarta-feira (07.02), a CEDEAO indica que a organização sub-regional adotou as sanções, que implicam o impedimento de viagem dos sancionados, bem como as respectivas famílias, congelamento dos seus bens financeiros e impedimento de participação nas atividades da comunidade.

Em declarações aos jornalistas à saída do encontro com os dirigentes do Partido da Renovação Social (PRS), Umaro Sissoco Embaló, compreende a decisão da CEDEAO aos subscritores do Acordo de Conacri, contudo lamenta que o nome de algumas personalidades conste na lista apesar de não serem subscritores do documento.

“Compreendo a decisão da CEDEAO contra meus camaradas que me apoiaram, mas o mais lamentável é que há pessoas que nem sequer são subscritores do documento e penso que esta situação e decisão abstruiu o Acordo de Conacri”, observou Embaló.

Segundo informações na posse da redação da Rádio Jovem, a Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), já notificou tanto o Chefe de Estado, José Mário Vaz bem como o Executivo sobre a lista de sanções contra 19 individualidades guineenses.

O antigo ministro de turismo e artesanato, Fernando Vaz, um dos sancionados pela organização, disse a nossa estação emissora que vai recorrer da decisão junto das instâncias competentes e avisa que irá viajar no próximo fim-de-semana.

“Já estamos a tratar de uma ação judicial contra a CEDEAO devido os danos que provocam estas sanções sem fundamentos e eu gostaria que os jornalistas questionassem a organização sub-regional sobre os fundamentos de me terem sancionado. Isso é um disparate e é um absurdo. As pessoas que fizeram esta deliberação da CEDEAO não devem perceber patavina do direito e devem ser amadores”, argumentou Vaz, mas visivelmente desapontado com a organização.

Para o antigo titular da pasta de turismo e artesanato esta decisão da CEDEAO é uma atitude nitidamente de perseguição política

Os sancionados são: Braima Camará, Rui Diã de Sousa, Soares Sambu, Abel da Silva Gomes, Manuel Nascimento Lopes, Eduardo Mamadu Balde, Maria Aurora Abissa Sano, todos deputados expulsos do PAIGC.

O castigo também foi aplicado à Florentino Mendes Pereira, secretário-geral do Partido da Renovação Social (PRS), Orlando Mendes Viegas, vice-presidente do mesmo partido e ministro das Pescas no Governo demissionário, Certório Biote, líder do grupo parlamentar do PRS, e Domingos Quade, dirigente da mesma formação política.

Também constam da lista o ex-Procurador-geral da República António Sedja Man e o atual titular daquele órgão, Bacari Biai, o ministro do Interior do Governo demissionário, Botche Cande, Herson Gougjabi Vaz, filho do Presidente guineense, e os também ministros do Comércio, Victor Mandinga, e do Turismo, Fernando Vaz.

A proposta de sanções foi avançada por Faure Gnassimbé, chefe do Estado do Togo e presidente em exercício da CEDEAO, mas foi adotada pelos restantes dirigentes da comunidade, que pedem às outras organizações que apoiem a sua aplicação.

O apelo foi dirigido às Nações Unidas, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), União Europeia e Organização Internacional da Francofonia.

O comunicado informa ainda que um comité de seguimento, constituído pelo Togo, Guiné-Conacri e a comissão da CEDEAO irá seguir a aplicação das sanções e se reserva o direito de atualizar a lista de pessoas que poderão ser alvo de sanções na Guiné-Bissau, conforme o evoluir da situação política.

// Alison Cabral

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