UMARO SISSOCO EMBALÓ DIZ QUE CAMPANHA ELEITORAL ACABOU E É PRESIDENTE ELEITO DA GUINÉ-BISSAU

UMARO SISSOCO EMBALÓ DIZ QUE CAMPANHA ELEITORAL ACABOU E É PRESIDENTE ELEITO DA GUINÉ-BISSAU

Umaro Sissoco Embaló, dado como o vencedor da segunda volta das presidenciais guineenses, disse hoje que a campanha eleitoral acabou e que é o Presidente eleito da Guiné-Bissau.

De regresso ao país após um périplo por vários países africanos, Umaro Sissoco Embaló defendeu, em breves declarações no aeroporto de Bissau, que agora o momento é de unir forças para resgatar a imagem da Guiné-Bissau.

O major-general não se referiu à polémica à volta dos resultados eleitorais, alvo de contestação na justiça pelo seu adversário na segunda volta das presidenciais, Domingos Simões Pereira.

Ladeado por dirigentes do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15),Umaro Sissoco Embaló disse estar a falar para todos os guineenses “independentemente dos partidos a que pertencem”.

“Como costumo dizer a eleição de Umaro Sissoco Embaló é um desígnio nacional. Nesta segunda República, não podemos falhar” observou.

E acrescentou: “Já estamos quase no chão. Essa é a esperança do povo guineense, nós não a podemos defraudar”.

Umaro Sissoco Embaló indiciou também ter estado fora do país em missão de agradecimento aos amigos e agora homólogos e adiantou que vai visitar Portugal no fim de semana para se encontrar com o primeiro-ministro, António Costa, no sábado, e com Marcelo Rebelo de Sousa no domingo.

Com os dois, Umaro Sissoco Embaló vai tratar do “estreitamento das relações” com a Guiné-Bissau.
Segundo os resultados provisórios apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Madem-G15, venceu o escrutínio com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), conseguiu 46,45%.

O candidato Domingos Simões Pereira contestou a veracidade dos resultados junto do Supremo Tribunal de Justiça, que considerou que a ausência dos autos da ata de apuramento nacional dos resultados das presidenciais o impedia de conhecer o “mérito da causa”.

O Supremo Tribunal de Justiça ordenou à CNE para completar os procedimentos previstos na lei eleitoral e elaborar a ata de apuramento nacional dos resultados.

Fonte: Lusa

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