TULINANBO MUSINGI: “IMPASSE NO PARLAMENTO DA GUINÉ-BISSAU NÃO PODE COMPROMETER A NOMEAÇÃO DO GOVERNO”

TULINANBO MUSINGI: “IMPASSE NO PARLAMENTO DA GUINÉ-BISSAU NÃO PODE COMPROMETER A NOMEAÇÃO DO GOVERNO”

O embaixador dos Estados Unidos da América na Guiné-Bissau (EUA), Tulinanbo Musingi, afirmou esta sexta-feira, 14 de maio de 2019, de que o impasse na composição da mesa do Parlamento do país não pode comprometer a nomeação do novo governo resultante das eleições legislativas.

Mushingi falava a imprensa após dois dias de contatos com as autoridades guineenses sobre a formação do novo elenco governamental, na qual revelou que tem sido muito desanimador observar a situação política se deteriorar dois meses após as eleições legislativas de 10 de março último, ainda não há um novo governo.

“Nós não queremos imiscuir nos assuntos internos do país, mas o EUA está a espera da formação do governo, mas qualquer medida que as autoridades vão tomar, isso é entre os guineenses, mas é bom lembrar que a Guiné-Bissau já observou as eleições”, declarou Musingi.

De acordo com Musingi, EUA e o resto do mundo quer apoiar a Guiné-Bissau, mas não se podem envolver com um país que não é capaz de tratar de questões de má governação e instituições frágeis.

O embaixador norte-americano, residente em Dacar, no Senegal, questionou também porque razão a data para as eleições presidenciais não foram marcadas, numa altura em que resta apenas 42 dias para o fim do mantado do atual Presidente guineense.

Musingi fez lembrar às autoridades politicas guineenses que a realização das eleições separadamente, assegurando a implementação pacifica das escolhas dos eleitores será uma grande conquista para a Guiné-Bissau, e poderá abrir portas para uma maior cooperação e assistência da comunidade internacional.

A Guiné-Bissau deverá realizar eleições presidências ainda este ano, já que o mandato do Chefe de Estado, José Mário Vaz termina no dia 23 de junho do ano em curso.

Embora o Presidente guineense, afirmou na última sexta-feira de que a marcação da data das presidências não depende só do primeiro magistrado da nação, mas também envolve a Comissão Nacional das Eleições (CNE) e o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

Em reação, a CNE anunciou através da nota de que a marcação da data das eleições, compete ao Presidente da República, ouvido executivo e os partidos políticos do país.
Há mais de 60 dias, depois da realização das eleições legislativas no país, os guineenses continuam a não conhecer o governo resultante do escrutínio de 10 de março de 2019.

A situação politica da Guiné-Bissau afetou por completo a vida dos cidadãos guineenses.
O Chefe de Estado, José Mário Vaz, afirmou na semana passada, que aguarda a resolução do impasse na composição da mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP) do país para nomear o novo governo resultante das eleições legislativas.

Por: AC

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