CONTINUA GRANDE NUMERO DE CRIANÇAS TALIBÉS NAS RUAS DE BISSAU

CONTINUA GRANDE NUMERO DE CRIANÇAS TALIBÉS NAS RUAS DE BISSAU

As crianças talibés continuam a pedir esmolas pelas ruas da capital Bissau, mesmo com a decisão do primeiro-ministro que deu ordens ao ministro do Interior para prender e mandar para ilhas qualquer criança apanhado a pedir esmola na zona continental da Guiné-Bissau, constatou esta a Rádio Jovem.

Nas principais ruas de Bissau ou zona de maior concentração das pessoas, nomeadamente na avenida dos combatentes da liberdade de pátria ao pé do mercado de bandim nota-se a presença das crianças talibés a mendigar.

Uma situação condenada veemente por Umaro Sissoco Embaló, no início do mês curso, numa deslocação ao interior do país, em visita de contacto com as populações guineenses. “É uma vergonha que os pais mandem os filhos para mendicidade pelas ruas da capital em nome do ensino do islão”, declarou na altura o líder do governo.

Confrontado com a situação, alguns cidadãos ouvidos pela Rádio Jovem, compreenderam a preocupação do governo face a esta situação, embora alertam ao chefe do governo no sentido de criar condições para essas crianças.

“Esta situação de mandar os filhos para mendicidade é condenável, por isso que o governo criar um centro para albergar estas crianças considerados futuros dirigentes da Guiné-Bissau”, disse a nossa reportagem um homem de aproximadamente 50 anos de idade.

Há quase um mês após da decisão do primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, mas até agora o ministro do Interior, Botché Candé não iniciou a operação da detenção das crianças talibés encontradas nas ruas a pedir esmola.

Na opinião dos entrevistados, a única forma de lutar contra as crianças a pedir esmola na rua da capital, passa necessariamente no sentido sensibilizar os pais sobre os riscos que os seus filhos correm com esta prática.
“È fundamental alertar os pais para necessidade de fazerem o planeamento familiar de modo a reduzirem os números dos filhos devido a situação da pobreza na Guiné-Bissau. Neste sentido tanto o governo e bem como as organizações que defendem as crianças devem assumir as suas responsabilidades sobre este caso”, disseram os cidadãos ouvidos pela Rádio Jovem.

De recordar que a Liga dos Direitos Humanos (LGDH) da Guiné-Bissau disse em comunicado que as declarações de Umaro Sissoco Embaló ignoram o verdadeiro drama social por que passam milhares de crianças, forçadas a deambular nas ruas de Bissau.

Como solução, a LGDH da Guiné-Bissau propõe a “aprovação de uma lei [pelo Governo] contra a mendicidade forçada, criando assim uma base jurídica forte para a erradicação desta prática cultural violenta.

A criança talibé  é um adolescente ou jovem muçulmano sob o cuidado de um mestre que o ensina o Corão, o mais importante livro da religião islâmica. Durante esse processo muitos aparecem a pedir esmolas pelas ruas de cidades guineenses e de países vizinhos para onde são mandadas pelos pais.

//Alison Cabral

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