SINDICATOS DE PROFESSORES ANUNCIAM SEGUNDA VAGA DE GREVE NAS ESCOLAS PÚBLICAS DA GUINE-BISSAU

SINDICATOS DE PROFESSORES ANUNCIAM SEGUNDA VAGA DE GREVE NAS ESCOLAS PÚBLICAS DA GUINE-BISSAU

Os dois sindicatos de professores, vão emitir nos próximos dias um novo pré-aviso de greve para o período, entre 27 do mês em curso até 22 de Dezembro, anunciou hoje o presidente do Sindicado Nacional dos Professores (SINAPROF), em conferência de imprensa.

Segundo Malam Ly Baldé, a segunda vaga de greve decretada, será acompanhada com sucessivas marchas dos professores a nível nacional para continuar a exigir o cumprimento na íntegra do memorando de entendimento assinado no dia 20 de Novembro de 2016 entre o governo e os dois sindicatos.

“Não é possível ter ensino de qualidade na Guiné-Bissau, enquanto os professores continuarem a receber um salário magro de 29 mil francos CFA, colocando o sector educativo guineense no último plano e os governantes a ostentarem riquezas, através dos seus subsídios, como se fossem melhores trabalhadores da Guiné-Bissau”, advertiu Malam Ly Baldé.

Os sindicatos dos professores além de exigirem o cumprimento de 17 pontos, exigem também a melhoria das condições de trabalho, formação, construção de infraestruturas escolares e incentivos aos professores colocados nas regiões, entre outros pontos.

“ A maioria das escolas públicas do país, não tem condições para um bom funcionamento das aulas, mas há um fundo que é deixado nas escolas de 60% do dinheiro obtido através do pagamento de matriculas, montante este  destinado para a manutenção dos estabelecimentos escolares, mas os directores andam a ostentar riquezas com esse dinheiro, enquanto responsáveis pela gerência desse fundo escolar não questionarem esta situação e ninguém perguntar nada sobre este assunto,  os dois sindicatos vão continuar a fazer o seu trabalho, defendendo assim a classe dos professores guineenses a fim de serem respeitados como outras classes” notou Ly Baldé.

De salientar que tudo acontece numa altura que os salários do mês de Novembro dos professores foram bloqueados pelo ministério das finanças, sem uma justificação prévia aos dois sindicatos que defendem os docentes.

O ano letivo no país teve início em meados de outubro, no entanto as escolas públicas continuam encerradas devido à falta de comparência de alunos e professores.

// Aguinaldo Ampa

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