Sindicato de professores da Guiné-Bissau inicia greve geral de cinco dias

Sindicato de professores da Guiné-Bissau inicia greve geral de cinco dias

O sindicato Nacional de Professores (Sinaprof), da Guiné-Bissau, iniciou hoje uma greve geral de cinco dias para protestar contra o “incumprimento” de um pacto de estabilidade assinado com o Governo, em dezembro, que previa o pagamento de dívidas em atraso.

Em comunicado hoje distribuído aos órgãos de comunicação social, o presidente interino do Sinaprof, Domingos de Carvalho, acusou o Governo de não respeitar “a palavra dada”, segundo a qual os cerca de 1.700 professores, com salários em atraso, relativos aos anos 2011 a 2013, iriam receber, até ao passado mês de março.

A dívida refere-se aos chamados “professores do novo ingresso”, docentes recém-admitidos no sistema e os contratados.

O pacto de estabilidade, assinado entre o Sinaprof e o Sindeprof (Sindicato Democrático dos Professores) previa também a entrada em vigor neste ano letivo do estatuto da carreira docente.

A Lusa constatou que várias escolas públicas de Bissau estavam hoje a funcionar parcialmente.

As aulas decorrem “a meio gás” em algumas escolas através da presença de professores afetos ao Sindeprof que não aderiu à paralisação.

Aquele sindicato considera que o pacto de estabilidade assinado com o Governo previa que as aulas não deveriam ser interrompidas nas escolas públicas até o final do ano, disse à Lusa fonte da organização.

A greve decretada pelo Sinaprof poderá colocar em risco os exames finais nas escolas públicas que deverão iniciar no dia 16, admitem os próprios professores.

LUSA

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