PUN PEDE COLABORAÇÃO DE LISBOA E LUANDA NA CLARIFICAÇÃO DO PARADEIRO DOS 12 MILHÕES DE DÓLARES DOADOS POR ANGOLA À GUINÉ-BISSAU

PUN PEDE COLABORAÇÃO DE LISBOA E LUANDA NA CLARIFICAÇÃO DO PARADEIRO DOS 12 MILHÕES DE DÓLARES DOADOS POR ANGOLA À GUINÉ-BISSAU

O líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), uma formação política extraparlamentar pediu esta quinta-feira, 11 de julho de 2019, aos Estados português e angolano para ajudarem os guineenses a clarificar o alegado desaparecimento de 12 de milhões de dólares doados por Angola destinados a ajuda orçamental do país.

“A minha esperança reside na confiança que eu tenho em Portugal e Angola, porque Angola é um país irmão da Guiné-Bissau e sempre esteve ao lado do nosso país e Portugal é um país democrático que não permite na sua legislação a movimentação destes montantes”, declarou Idrissa Djaló.

Em conferência de imprensa num dos hotéis da capital guineense, com objetivo de reagir às últimas declarações do Chefe de Estado Cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, Djaló entende que as instituições portuguesas, nomeadamente o Ministério Público tem obrigação de ajudar o executivo guineense a recuperar a verba em causa.

Djaló responsabilizou o antigo primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior e o Presidente Cessante, José Mário Vaz do alegado desaparecimento de 12 milhões de dólares doados por Angola para ajuda orçamental ao executivo governamental guineense em 2009.

Segundo o dirigente político, o motor das cíclicas crises no país não é por ideologia ou interesse nacional, mas sim devido à corrupção, por isso, é fundamental Portugal ajudar a Guiné-Bissau a pôr fim a esta prática.

Ladeado de alguns dos seus diretos colaboradores, Idrissa Djaló, afirmou que a justiça guineense está instrumentalizada pela classe política, a começar por José Mário Vaz.

De recordar que Mário Vaz foi detido pela justiça, em 2013, num processo de averiguações relacionado com o alegado desaparecimento do dinheiro entregue por Angola à Guiné-Bissau para o apoio orçamental, na altura em que era ministro das Finanças (entre 2009 e 2012), no governo liderado por Carlos Gomes Júnior.

No inicio da semana numa entrevista à RTP África e a Agencia Lusa, Vaz, considerou o momento atual como uma boa altura para o Ministério Público esclarecer o alegado desaparecimento de 12 milhões de dólares disponibilizado por Angola, visto que os protagonistas do processo se encontram todos no país, incluindo Carlos Gomes Júnior.

Em reação esta quarta-feira, Gomes Júnior, mostrou-se disponível para dar esclarecimentos sobre o alegado desaparecimento destes 12 milhões de dólares doados por Angola, caso for solicitado a fazer isso pelo Ministério Público.

Por: AC

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