PRS DENUNCIA IRREGULARIDADES NO RECENSEAMENTO ELEITORAL NA GUINÉ-BISSAU

PRS DENUNCIA IRREGULARIDADES NO RECENSEAMENTO ELEITORAL NA GUINÉ-BISSAU

O Partido de Renovação Social (PRS) da Guiné-Bissau denunciou hoje que o processo de recenseamento eleitoral para as legislativas previstas para 18 de novembro está a registar “falhas” e que há suspeitas de manipulação.

O processo de recenseamento regista falhas que vão da incompetência à ilegalidade, passando por suspeitas de manipulação”, refere, em comunicado divulgado à imprensa, o PRS, segunda maior força política do país.

No comunicado, assinado pelo presidente do partido, Alberto Nambeia, é denunciado que há “ilegalidade e usurpação de funções das entidades eleitorais”, referindo-se a duas entidades criadas pelo primeiro-ministro, a Comissão Multissectorial e Comissão Interministerial, que “vieram usurpar funções às legalmente existentes”.

“Até os tribunais foram usurpados na validação de candidaturas e no contencioso”, salienta.

Outra das queixas está diretamente relacionada com o recenseamento eleitoral.

“A uma semana do fim do processo, ninguém acredita que o número chegue a 50% dos guineenses maiores de idade. Rejeitamos um caderno eleitoral com menos de 90% de inscritos”, adverte o PRS, que faz parte do Governo liderado por Aristides Gomes.

O PRS denuncia também que “há pessoas que se recensearam mais de uma vez” e outras que têm o mesmo número de eleitor.

“Os técnicos de recenseamento estão a ser substituídos por pessoas do PAIGC [partido no poder] e a fiscalização dos delegados partidários está a ser vedada por ordem de governantes do PAIGC”, refere.

Para o PRS, o recenseamento está a ser politizado, feito sem fiscalização, com dificuldades técnicas e a incidir nas “zonas mais afetas ao PAIGC”.

O PRS refere também que as campanhas de educação cívica não estão a decorrer e que os partidos sem representação parlamentar foram excluídos do processo eleitoral.

“Informamos que vamos lutar contra este processo, em conjunto com a maioria dos partidos guineenses. A primeira ação é uma manifestação na quinta-feira”, concluem no documento.

O processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil, que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.

Em causa está, essencialmente, o recenseamento eleitoral que não decorreu entre 23 de agosto e 23 de setembro, como previsto, devido a atrasos na chegada dos equipamentos para recenseamento biométrico.

A Nigéria acabou por se disponibilizar para doar 350 ‘kits’ de registo biométrico, mas apenas 150 chegaram ao país, devendo os restantes ser recebidos nos próximos dias.

O recenseamento começou a 20 de setembro e deve terminar sábado.

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral está a fazer o registo de eleitores em todo o território nacional e diáspora com apenas 150 ‘kits’.

Fonte: Lusa

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