PRS ACUSA UA, CEDEAO E EUA DE INTERFERÊNCIA NOS ASSUNTOS INTERNOS DA GUINÉ-BISSAU

PRS ACUSA UA, CEDEAO E EUA DE INTERFERÊNCIA NOS ASSUNTOS INTERNOS DA GUINÉ-BISSAU

O Partido da Renovação Social (PRS), a terceira força política no parlamento da Guiné-Bissau, acusa a comunidade internacional, nomeadamente a União Africana (UA), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e os Estados Unidos de América (EUA), de tomarem a decisão “imprudente” em interferirem nos assuntos internos do país, apelidando de bandido e golpista o embaixador dos EUA, Tulinado Mushingi.

Em causa, segundo o PRS, está a postura da comunidade internacional, que manifestaram o seu apoio ao governo liderado por Aristides Gomes, considerando ilegal o decreto do Presidente José Mário Vaz, que destituiu tal executivo e a CEDEAO anunciou o reforço da sua força militar, a ECOMIB, de forma a assegurar as eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

Em conferência de imprensa na sede do partido em Bissau, o líder da bancada parlamentar do PRS, Sola N’Quilim Nabitchita, acusa os representantes destas organizações internacionais (Ovídio Pequeno, da UA, Dipló Blaise, da CEDEAO e Tulinado Mushingi) de criarem imagem em como a Guiné-Bissau não é um país estável.

“Estes senhores são pobres e foram mandados pelos seus chefes só para ganharem dinheiro, por isso, cada vez mais tentam criar a imagem em como a Guiné-Bissau não é um país estável”, argumentou N’Quilim Nabitchita.

Embora reconheça que o EUA é uma potência, quer a nível militar ou econômica, mas N’Quilim Nabitchita fez lembrar ao governo de Donald Trump que é injusto ter um diplomata, como Tulinado Mushingi, que efetivamente não corresponde a grandeza dos Estados Unidos da América (EUA).

Nabitchita afirma ainda que chegou a hora de dizer basta a tentativa de transformar o país em palco de disputas antagônicos, motivadas por inconfessáveis interesses econômicos e geoestratégicos de quem quer que seja, disfarçadas em famosa mediação da crise política guineense pela organização sub-regional.

Relativamente ao reforço da força da ECOMIB no país, o líder da parlamentar do PRS revela que o seu partido considera esta decisão da CEDEAO de uma “declaração de guerra”, porque qualquer tentativa do estacionamento de mais contingentes militares no país, vai trair os legados políticos de Amilcar Cabral e de Kumba Ialá.

Perante este cenário, o dirigente dos renovadores assegura que o seu partido não poupará esforço para impedir a tradução à prática das intenções maléficas, de a todo o custo em hipotecar o futuro deste povo e muito menos transformar a Guiné-Bissau em “Narco-Estado”, com consequenciais sobejamente imprevisíveis.

Vários políticos criticam a posição da CEDEAO de reforçar a força militar na Guiné-Bissau, afirmando que se trata de uma ingerência nos assuntos internos do país.

As forças da Eomib estão na Guiné-Bissau desde 2012 na sequência de um golpe de Estado militar e têm a missão de garantir a segurança e proteção aos titulares de órgãos de soberania do país.

A Ecomib foi autorizada em 26 de abril de 2012 pela CEDEAO.

O objetivo da força de interposição é promover a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau com base no Direito internacional, na Carta das Nações Unidas, do Tratado da CEDEAO e no protocolo sobre prevenção de conflitos daquela organização.

Por: AC

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