PRS ACUSA ARISTIDES GOMES DE PERSEGUIR MILITANTES DO PARTIDO

PRS ACUSA ARISTIDES GOMES DE PERSEGUIR MILITANTES DO PARTIDO

O Partido da Renovação Social (PRS), considerou que a tentativa da detenção do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos pela Policia Judiciaria guineense (PJ), é uma deliberação liderada pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, que visa atingir politicamente altas personalidades do partido.

A posição do PRS consta num comunicado de imprensa entregue à Radio Jovem esta sexta-feira, 12 de abril de 2019, na qual o partido diz que esta iniciativa de Aristides Gomes visa aumentar a audiência dentro do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e assim lograr os seus intentos de eventual candidatura presidencial.

De acordo com a mesma nota, o partido liderado por Alberto Nambeia, considera que as alegações do primeiro-ministro neste processo de” arroz do povo” irregular e ilegal porque não se coibiu de encorar a prossecução do inquérito pela PJ, numa flagrante falta de solidariedade institucional.

“Esta deliberação visa atingir politicamente altas personalidades do PRS, para, deste modo, primeiro, decapitar e fragmentar uma direção incomoda que veda a inconfessável vontade do seu partido, PAIGC, de voltar à hegemonia no cenário politico”, refere o comunicado.

Na nota o PRS fez lembrar a Gomes para ser mais justo, deveria ter instruído a mesma PJ casos da distribuição, por ele, de dinheiros, nas vésperas das eleições legislativas de março passado, para compra de consciências na região de Gabú e a proveniência da responsabilidade sobre quem recai os mais de 700 kgs de droga e também acerca dos mais 600 kgs de cocaína desaparecidos dos cofres do tesouro publico.

Por fim, o partido fundado pelo antigo Presidente guineense garante que vai emprestar todo o seu potencial político e militante para se solidarizar firmemente com o ministro e dirigente Nicolau dos Santos e encorajá-lo a manter-se firme e não ceder a manobras de provocação neste momento em que é por demais evidente a perseguição politica.

De recordar que esta quinta-feira (11.04), a PJ guineense foi impedida pela polícia responsável pela segurança do ministro da Agricultura de o deter por suspeita de envolvimento no caso, em investigação, de desvio do arroz doado à Guiné-Bissau pela China.

A PJ recuperou 36 toneladas de arroz doado pela China na quinta do ministro da Agricultura. O arroz foi retirado em três armazéns improvisados na localidade de Tchalana, setor de Mansoa, há 70 kms de Bissau.

O advogado do ministro da Agricultura, Emílio Mendes afirmou ontem que a Polícia Judiciária está a agir fora da lei nas investigações ao seu constituinte.  

Por: Alison Cabral   

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