PRESIDENTE DA REPÚBLICA INICIA NOVA DIGRESSÃO AO INTERIOR DA GUINE-BISSAU

PRESIDENTE DA REPÚBLICA INICIA NOVA DIGRESSÃO AO INTERIOR DA GUINE-BISSAU

O Chefe de Estado, José Mário Vaz, visita nesta quinta-feira (22.02) pelas 10:30, as instalações de antigas fábricas em Cumeré, a 40 quilômetros da capital Bissau, informa a presidência da república esta quarta-feira.

Mário Vaz deverá deslocar-se ainda amanhã ao sector de Prabis, região de Biombo, concretamente ao hospital de Cumura, para um almoço com a equipa local, no âmbito de uma nova digressão ao interior do país que só termina a 6 de Março.

Esta decolações acontece numa altura que o país esta mais de 30 dias sem governo após a queda de Umaro Sissoco Embaló, porque nenhuma das formações políticas com assento parlamentar, incluindo a do primeiro-ministro, PAIGC, aceitou integrar um Executivo chefiado por Artur Silva.

O partido liderado por Domingos Simões Pereira insiste na nomeação de Augusto Olivais. E, à semelhança do vencedor das últimas legislativas, os outros signatários do Acordo de Conacri, que prevê a nomeação de um primeiro-ministro de consenso, também estão contra a nomeação de Silva.

Devido a falta de consenso para a implementação do Acordo de Conacri, fez com que a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental  (CEDEAO) sancionar as 19 personalidades guineenses, vistos como entraves na implementação do documento rubricado pelos atores políticos em 2016 na Guiné-Conacri.

No último domingo numa marcha pacífica em Bissau, o grupo acusa organização de ser injusta e imparcial e diz que sanções foram encomendadas por Domingos Simões Pereira.

Braima Camará, coordenador do grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC, afirmou que o Acordo de Conacri ficou sem efeitos com a realização do nono Congresso do partido, e que Augusto Olivais, figura que a comunidade internacional reclama ser escolhida para o cargo do primeiro-ministro, jamais será nomeado do país.

Segundo Braima Camará, seriam Simões Pereira e Cipriano Cassamá os autores das sanções, com a finalidade de “entregar as riquezas” da Guiné-Bissau aos interesses estrangeiros. O coordenador do grupo de 15 deputados expulsos do PAIGC advertiu ao Presidente da Republica, José Mário Vaz, a convocar eleições legislativas para que se saiba “quem realmente tem o povo do seu lado”.

A marcha teve forte aderência dos militantes do Partido da Renovação Social (PRS), e de apoiantes do grupos dos 15 e dos 18 partidos sem assento parlamentar. Os manifestantes acusaram os chefes de Estado da CEDEAO de serem parciais e injustos nas decisão tomadas sobre a Guiné-Bissau, que dizem ser um Estado soberano, e exortaram a organização a anular as medidas.

O Acordo de Conacri é um instrumento patrocinado pela CEDEAO como fórmula para acabar com o impasse político na Guiné-Bissau, que persiste há já três anos. No essencial, o acordo prevê que seja escolhida uma figura de consenso para primeiro-ministro de um governo integrado por todas as partes desavindas.

//RJ/Redação

 

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