PESSOAL DE SEGURANÇA E LIMPEZA DO PRINCIPAL HOSPITAL DA GUINÉ-BISSAU EM GREVE DE TRÊS DIAS

PESSOAL DE SEGURANÇA E LIMPEZA DO PRINCIPAL HOSPITAL DA GUINÉ-BISSAU EM GREVE DE TRÊS DIAS

O hospital Simão Mendes, principal unidade de saúde da Guiné-Bissau, está hoje com um elemento de segurança no portão de acesso e mais nenhum nas restantes dependências, normalmente sempre bem vigiadas, devido a uma greve do pessoal contratado.

Agostinho Semedo, diretor do Simão Mendes, disse à Lusa que “a situação é deveras preocupante” e que o Governo “devia ajudar o hospital a resolver o problema” dos contratados que reclamam três meses do que chamam de salários, mas que o diretor considera ser de subsídios em atraso.

Reinaldo Camala, presidente do sindicato do pessoal contratado do Simão Mendes – entre os quais seguranças no hospital, pessoal de limpeza e exatores de contas – adiantou que a greve, iniciada na terça-feira e para decorrer até quinta-feira, serve para exigir o pagamento de três meses de “salários em atraso, vários meses de subsídios de vela e ainda efetivação” dos contratados.

O diretor-geral do hospital disse que dos três pontos de reivindicações dos contratados, apenas um, o pagamento de “subsídios em atraso”, é que terá resposta, o mais tardar, até sexta-feira, através de um apoio que o Simão Mendes recebe de um parceiro, observou.

Sobre os restantes dois pontos, Semedo preferiu não se alongar muito, mas afirmou desconhecer a existência de algum mecanismo legal que possa conduzir à efetivação de um contratado na Função Pública.

O responsável espera, contudo, que o Governo apoie a direção do hospital a encarar e a solucionar as revindicações do pessoal de assistência do Simão Mendes.

“Esperamos que o Governo nos ajude com esse problema dos contratados, assumindo, por exemplo, o pagamento do seu subsídio”, exortou Semedo, explicando que a greve tem afetado “de alguma forma” o normal funcionamento daquele que é o hospital de referência da Guiné-Bissau.

Em situação normal, costumam estar nos vários serviços do Simão Mendes, oito elementos de segurança de manhã e outros tantos à noite, mas com a greve apenas estava no portão principal de acesso um vigia.

Devido às entradas descontroladas de pessoas e relatos de roubos de objetos e de crianças, a direção do Simão Mendes decidiu colocar seguranças nas portas de acesso aos serviços da maternidade, pediatria e emergência, bem como em todos os portões de entrada e saída do hospital.

O diretor do Simão Mendes admitiu também que o pessoal de limpeza aderiu à greve e que várias dependências do Simão Mendes estão por limpar desde terça-feira, ainda que os grevistas estejam a garantir os serviços mínimos, que considerou serem pouco dado as necessidades. O pessoal contratado do Ministério da Saúde também aderiu à greve.

LUSA

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