PAIGC EXCLUI A POSSIBILIDADE DE ADIAMENTO DO CONGRESSO DO PARTIDO

PAIGC EXCLUI A POSSIBILIDADE DE ADIAMENTO DO CONGRESSO DO PARTIDO

O Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) negou esta quinta-feira (18.01) a possibilidade do adiamento do IX congresso do partido que vai realizar-se entre 30 de Janeiro e 04 de Fevereiro do ano em curso, como exige o grupo dos quinze deputados expulsos PAIGC.

O grupo defende que só vão reintegrar as fileiras do partido, liderado por Domingos Simões Pereira, com a anulação das conferências de base, da convenção e o adiamento do próprio congresso do partido.

Para além destas exigências, o grupo dos quinze deputados expulsos defende a reintegração de todos militantes do partido, tanto expulsos bem como sancionados.

A saída do encontro com uma missão da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), nas instalações do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), o líder da bancada parlamentar do PAIGC, Califa Seide, considerou de inaceitável esta pretensão do grupo.

“Eles não podem pensar nessa possibilidade de adiamento do congresso e ainda reintegrar outros militantes expulsos, isso não vai acontecer, porque esta pretensão não faz parte do Acordo de Conacri. O documento diz  simplesmente quinze dissidentes do partido, e é o compromisso que nós assumimos na Guiné-Conacri, e é esse o acordo que nós vamos implementar” declarou Seide.

O grupo dos deputados expulsos do partido entende que a reintegração não pode ser somente dos deputados expulsos, mas deve ser efectiva e incondicional para todos os militantes e dirigentes expulsos e suspensos.

Aos jornalistas, Califa Seide, fez lembrar ao grupo que a natureza dos outros sancionados ou expulsos não tem nada a ver com as sanções do grupo dos deputados expulsos do PAIGC.

O líder da bancada do partido, garante que o partido não tem nenhum constrangimento relativamente ao cumprimento do Acordo de Conacri, nomeadamente a reintegração dos dissidentes do PAIGC.

De recordar que em Outubro de 2016 na Guiné-Conacri, os atores políticos chegaram a um entendimento sobre um documento de dez pontos intitulado “Acordo de Conacri”, subscrito por dirigentes políticos da Guiné-Bissau, numa reunião promovida pelo Presidente daquele país, na qualidade de mediador da CEDEAO para tentar resolver a crise política no país.

Em um dos pontos subscritos em Conacri prevê  que quinze deputados sejam reintegrados no PAIGC, sem condições, mas em conformidade com as regras em vigor do partido.

// Alison Cabral

 

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