PAIGC DEFENDE A REALIZAÇÃO DE ELEIÇÕES LEGISLATIVAS NA DATA MARCADA

PAIGC DEFENDE A REALIZAÇÃO DE ELEIÇÕES LEGISLATIVAS NA DATA MARCADA

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), principal formação política da Guiné-Bissau, defendeu sexta-feira (07.09), a realização das eleições legislativas na data marcada pelo Chefe de Estado, José Mario Vaz.

Em declaração aos jornalistas no aeroporto internacional “Osvaldo Vieira”, em Bissau de regresso ao país proveniente de Portugal, Domingos Simões Pereira, disse que a espectativa do PAIGC neste momento é que haja sufrágio eleitoral para o povo escolher os seus legítimos representantes.

“Nós do PAIGC não cansamos de dizer que a realização das eleições é o retorno à normalidade constitucional, portanto isso deve ser uma exigência de todos guineenses, todos os cidadãos. Nós não podemos perpetuar uma situação da anormalidade, por isso, a nossa espectativa é que haja eleiçoes, que se devolva a palavra ao povo e que seja o povo a decidir sobre seus legítimos representantes”, argumentou Simões Pereira.

Apesar das diligências que estao a ser feitas pelo executivo para cumprir com a data, agora só restam dois meses e alguns dias para a realização do sufrágio, alguns observadores de assuntos políticos em Bissau, dizem que claramente será impossível realizar as eleições legislativas na data marcada.

Confrontado com esta possibilidade, Simões Pereira, entende que a possibilidade da alteração da data do escrutínio é uma questão técnica, portanto vai continuar a defender o decreto proposto pelo Presidente da República a quando do empossamento de Aristides Gomes, como chefe do governo guineense.

Relativamente as denúncias de corrupção que está ser alvo desde a demissão do seu governo em Agosto de 2015 e que esta ser investigada pelo Ministério Público guineense, Pereira diz que todos os cidadãos têm que se submeter à justiça, embora afirma estar de consciência tranquila sobre tais denúncias.

“Todos os cidadãos têm que submeter a justiça. Eu estou de consciência absolutamente tranquila e criado as condições e respeitando os dispositivos legais aplicáveis aos cidadãos, eu tenho que estar disponível para o que for necessário esclarecer, mas volto ao país com um sentimento de não dever nada e portanto não posso temer”, vincou Simões Pereira.

Ladeado de alguns altos dirigentes do partido, incluindo o líder do parlamento guineense, Cipriano Cassama, igualmente o primeiro-vice presidente do partido, o líder do PAIGC, mostrou-se disponível para levantar a sua imunidade parlamentar e desafiou os seus adversários a fazerem o mesmo.

O dirigente máximo dos libertadores se encontrava fora da Guiné-Bissau, nomeadamente em Portugal para resolver algumas questões do partido e outros de natureza mais pessoal, e foi recebido por multidões no aeroporto em Bissau debaixo de intensas chuvas, mas que não os impediram de sair à rua da capital guineense.

Pereira, que horas depois da sua chegada, realizou um comício popular na sede principal do partido, na presença dos altos dirigentes do PAIGC, onde o foco foi a juventude guineense.

De recordar que Simões Pereira, que foi Secretario Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi reeleito líder do PAIGC em fevereiro deste ano no IX congresso ordinário do partido com 98% dos votos, no universo de 1.233 delegados inscritos.

Por: Alison Cabral

 

 

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