NUNO NABIAN: “CUSTA O QUE CUSTAR DOMINGOS SIMÕES PEREIRA VAI SER NOMEADO PM”

NUNO NABIAN: “CUSTA O QUE CUSTAR DOMINGOS SIMÕES PEREIRA VAI SER NOMEADO PM”

O líder da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), garantiu aos guineenses que custa o que custar Domingos Simões Pereira vai ser nomeado primeiro-ministro pelo Chefe de Estado, José Mario Vaz, na qualidade do líder do partido vencedor das eleições legislativas no país, que é Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Nuno Gomes Nabian falava durante um comício no largo dos Mártires do Pindjiquite, em Bissau palco central das manifestações organizadas pelos partidos que constituem a maioria parlamentar no hemiciclo, na qual fez lembrar ao Presidente guineense caso o líder do PAIGC não for indigitado vai iniciar uma nova revolução no país.

“Não pode existir outro primeiro-ministro na Guiné-Bissau neste momento se não for a figura de Domingos Simões Pereira, indicado pelo seu partido”, vincou Gomes Nabian.

Há mais dois meses depois da realização do escrutínio eleitoral, o Presidente guineense alega que não pode indicar o primeiro-ministro devido ao impasse vigente no parlamento.

Na qualidade do primeiro vice-presidente do hemiciclo guineense, Gomes Nabian fez lembrar ao primeiro magistrado de que Assembleia Nacional Popular (ANP) está a funcionar em pleno.

Perante este cenário, Nabian pediu a comunidade internacional, o chamado P5 a continuarem apoiar a Guiné-Bissau para consolidação da democracia, contudo fez lembrar os parceiros internacionais que atual contexto socio político do país não pode substituir a lei pelo consenso, numa alusão a eleição do segundo vice-presidente do hemiciclo.

Na altura da composição da mesa do parlamento, o Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) indicou o seu coordenador, Braima Camará, para aquele posto, mas em duas votações este não mereceu a confiança da maioria dos deputados, mas o partido, recusa-se a indicar outro nome que não seja o de Camará, a situaçao bloqueou por completou a nomeaçao do novo governo resultante das eleiçoes.

O Parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o MADEM-G15 (segundo partido mais votado) e o Partido de Renovação Social (PRS), com 48.

Os partidos da maioria parlamentar avisaram que a marcha deste sabado realizada é a última exigência pacífica para a nomeação do primeiro-ministro e formação do Governo, depois das legislativas de 10 de março.

Por: AC

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