NÚMEROS DE ADOLESCENTES INFECTADOS COM A SIDA AUMENTA NA GUINE-BISSAU

NÚMEROS DE ADOLESCENTES INFECTADOS COM A SIDA AUMENTA NA GUINE-BISSAU

A tendência do aumento dos níveis de contaminação da Sida na Guiné-Bissau é mais crítica na faixa etária entre 10 a 19 anos de idade, informa esta quinta-feira (22.02), o Secretariado Nacional de Luta Contra Sida (SNLS).

“Particularmente, na Guiné-Bissau a realidade epidemiologia do VH/Sida demostra que a faixa etária, de 10 a 19 anos de idade,é das mais afetadas”, segundo dados divulgados pela instituição.

De acordo com a organização que luta contra a doença no país, o aumento da prevalência da Sida nos menores deve-se a ausência da intervenção ao nível do programa do VH/SIDA pelas autoridades competentes.

Para César Rodrigues, técnico da SNLS, que a tendência tem a ver com a falta de política estratégica que oriente para o atendimento, aliado com à falta de capacitação dos técnicos.

Rodrigues que discursava em nome do secretário executivo da SNLS, à margem da cerimônia do atelier de Validação de Dados sobre a situação de VIH/SIDA nos adolescentes e jovens num dos hotéis da capital Bissau, organizado em conjunto com o Instituto da Juventude.

Na ocasião, o técnico que luta contra esta epidemia, revela que houve progressos, tanto no domínio da prevenção, bem como no tratamento e nos cuidados, apesar da situação da mortalidade contínua ser alarmante, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo César Rodrigues, para fazer face esta tendência SNLS vai implementar algumas estratégias inovadoras para aumentar a capacidade de acesso aos serviços da luta contra a Sida.

“Para fazer face esta prevalência, algumas estratégias inovadoras estão a ser implementadas para aumentar substancialmente a capacidade dos acessos aos serviços e estágios sobre a doença e melhoria na qualidade da vida de grande número das pessoas com a VH/SIDA e eliminação de qualquer forma de atitude de estimação e desinformação em relação as pessoas com esta doença”, argumentou Rodrigues.

Contudo, realçou que tendo em conta a este panorama bastante sombrio nesta faixa etária, é fundamental saber que o país só poderá vencer esta luta mediante um trabalho ardo, com destaque à educação para mudança do comportamento.

 

Reagindo aos dados divulgados sobre a tendência da Sida nos menores, o presidente do Instituto da Juventude, Filinto Omar Salla, mostrou-se preocupado e apelou a uma rápida intervenção do governo nesta luta.

“O governo precisa de engajar-se junto dos parceiros do desenvolvimento para o combate a VIH/SIDA no nosso país”, vincou Omar Salla.

A iniciativa visa adotar ao novo programa de ações concretas para obter melhores resultados aos adolescentes e jovens no sentido de promoverem mudanças significativas nas políticas e garantir a participação de adolescentes no processo de tomada de decisão, unir atores de diferentes sectores para acelerar a diminuição nas mortes por SIDA e novos casos de infecções por VIH em adolescentes.

Segundo dados de 2016, as mulheres são mais afetadas pelo VIH e as zonas no leste do país, concretamente as regiões de Bafatá e Gabú fazem parte das mais atingidas pela doença.

As estatísticas indicam, por outro lado, que as regiões de Oio e Biombo e Bolama (ilhas) são zonas da Guiné-Bissau com menor prevalecia da epidemia.

Por: Alison Cabral

 

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