Nigéria disponível para emprestar equipamentos eleitorais à Guiné-Bissau

Nigéria disponível para emprestar equipamentos eleitorais à Guiné-Bissau

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, José Pedro Sambú, disse hoje que a Nigéria está disponível para emprestar equipamentos do recenseamento eleitoral, caso o Governo de Bissau o solicite.

Sambú recebeu hoje o seu homologo nigeriano, Mahmood Yakubu, que se encontra de visita a Bissau, na qualidade de presidente da rede das estruturas de gestão eleitoral nos países da Africa Ocidental (Resao).

Yakubu, que se fez acompanhar de técnicos eleitorais nigerianos, está em Bissau para avaliar aspetos operacionais do processo eleitoral guineense, em particular a nível da CNE local, e identificar os apoios que os parceiros sub-regionais poderão emprestar à Guiné-Bissau.

De acordo com o presidente da CNE guineense, caso o Governo avance com um pedido, a resposta da estrutura eleitoral da Nigéria será “satisfatória e pronta”.

A delegação liderada por Mahmood Yakubu apresentou às estruturas eleitorais guineenses um modelo de ‘kits’ do recenseamento (equipamentos de recolha de dados biométricos de potenciais eleitores) que a Nigéria poderia colocar à disposição de Bissau “num tempo recorde”, observou José Pedro Sambú.

“Enquanto órgão gestor das eleições, pedimos aos nossos parceiros para virem apoiar o processo. Cabe ao Governo, depois desta apresentação, decidir se vai ou não pedir apoio à Nigéria”, enfatizou o presidente da CNE guineense.

O modelo de ‘kits’ apresentado pelos nigerianos “corresponde ao adotado pelo Governo e ainda à lei eleitoral”, defendeu Pedro Sambú, confiante de que a solução será rapidamente encontrada quanto à questão de equipamentos para o registo de potenciais eleitores.

O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, disse, na semana passada, que as eleições legislativas, marcadas para 18 de novembro, vão ter lugar na data anunciada pelo chefe do Estado, mas lamentou “a persistência de dificuldades” em relação ao orçamento para cobrir as despesas do ato e ainda a falta de equipamento de registo de potenciais eleitores.

Aristides Gomes anunciou que o Governo estava a estudar “vários cenários” para ultrapassar as dificuldades técnicas para o recenseamento, nomeadamente o empréstimo de ‘kits’ de países como Portugal, Timor-Leste ou Nigéria, bem como o aluguer a uma empresa internacional especializada na matéria.

De regresso na terça-feira de uma cimeira de líderes da África Ocidental, o presidente guineense, José Mário Vaz, anunciou ter recebido garantias dos seus pares da sub-região em como o dinheiro que faltava arranjar para cobrir o orçamento das eleições de 18 de novembro, cerca de três milhões de euros, vai ser disponibilizado.

O Governo marcou o recenseamento de potenciais eleitores para o período entre 23 de agosto e 23 de setembro.

À margem da visita da delegação da Resao, o presidente da CNE guineense aproveitou para apresentar publicamente o modelo do cartão do eleitor a ser proposto ao Governo.

//dn

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