NANCY SCHWARZ DEFENDE A REVISÃO DA CONSTITUIÇÃO DA GUINÉ-BISSAU

NANCY SCHWARZ DEFENDE A REVISÃO DA CONSTITUIÇÃO DA GUINÉ-BISSAU

A socióloga guineense, Nancy Schwarz, que pretende ser candidata nas próximas eleições presidenciais de 24 de novembro, defende a revisão constitucional da Guiné-Bissau, por forma a acabar com as “divergências” entre as instituições do Estado e com as cíclicas crises políticos no país.

“A nossa constituição precisa de ser alterada, porque para além das lacunas, existem falhas na feitura de vários aspectos da lei. Por isso, é necessário um encontro entre atores para debater as lacunas e falhas existentes na atual constituição da república do país” argumentou Schwarz.

Schwarz falava, esta terça-feira, 27 de agosto, numa entrevista concedida a Rádio Jovem e Bombolom FM, para espelhar as linhas mestras da sua candidatura, na qual afirma que a revisão da constituição deve ser um assunto prioritário para atores políticos neste momento que se avizinha as eleições presidenciais.

Para Schwarz, um dos aspetos fundamentais que requere apreciação dos atores políticos é a definição dos requisitos para ser um deputado da nação na lista de qualquer formação política que participa nas eleições legislativas.

A Guiné-Bissau tem o semipresidencialismo, como sistema de governo, mas tem havido conflitos recorrentes entre o Chefe de Estado e o primeiro-ministro, nomeadamente na nova legislatura entre o José Mario Vaz e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que venceu as eleições em 2014.

Confrontada com a situação, a socióloga guineense considera que é uma situação melindrosa, embora reconhece que a atual constituição da república definiu claramente o papel do Presidente da República e do executivo.

“O Chefe de Estado deve ter a capacidade de posicionar-se na função reservada na constituição da república e não se imiscuir na função fora da sua obrigação. Neste sentido, se houver problema em termos dos artigos deve recorrer as instanciais judiciais para clarificar o assunto em questão” salientou Schwarz.

Na ausência de um líder capaz de se sacrificar para o bem do povo, Nancy Schwarz vê-se numa mulher com postura como solução para a Guiné-Bissau e marcar a diferença na liderança com a sua postura de aproximação do povo para conviver, sem interlocutores, com os problemas reais do país.

A sua candidatura irá defender a necessidade de se trabalhar em estreita colaboração com todos os atores sociais guineenses, para o alcance de uma sociedade “mais inclusiva e equilibrada”.

Aos 46 anos de idade, Nancy Schwarz, licenciada em Sociologia, em Portugal, está em fase final de auscultação dos guineenses para a recolha de assinaturas e formalizar nos próximos meses a sua candidatura ao mais alto cargo da nação guineense, para “proporcionar aos guineenses um amanhã diferente”.

Por: AC

This Post Has One Comment

Deixe uma resposta

Close Menu