MOVIMENTO PATRIÓTICO DEFENDE LEGISLATIVAS EM 2019 NA GUINÉ-BISSAU

MOVIMENTO PATRIÓTICO DEFENDE LEGISLATIVAS EM 2019 NA GUINÉ-BISSAU

O Movimento Patriótico (MP), uma formação política extraparlamentar, defendeu esta quarta-feira, 14 de Novembro de 2018, a realização das eleições legislativas na Guiné-Bissau em 2019 e exige que se faça correções detetadas no processo eleitoral em curso no país.

A posição do partido foi transmitida à imprensa, pelo vice-líder MP, André Nanque, a saída do encontro convocado pelo Presidente da República, José Mário Vaz com partidos políticos para definir uma nova para a ida às urnas.

Aos jornalistas, André Nanque, pediu ao governo a respeitar a lei eleitoral guineense para marcação de nova data para eleições, no sentido de permitir que o escrutínio seja livre, transparente e credível.

“Tendo as correções feitas no processo do recenseamento eleitoral, respeitando as leis, não encurtando os prazos, as eleições devem ser marcadas o mais rápido possível, porque queremos eleições credíveis. Por isso, o partido defende que o sufrágio tenha lugar no próximo ano”, argumentou.

Para o Movimento Patriótico, não é possível realizar as eleições ainda este ano, cumprindo a lei e como defende a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Certório Biote, um dos vice-presidentes do Partido da Renovação Social (PRS), entende que só os guineenses na base do entendimento podem encontrar uma solução plausível para o processo eleitoral.

Em declaração aos jornalistas à saída do encontro que durou cerca de uma hora e meia, Biote, assegura que o PRS vai concordar com qualquer data proposta pela maioria dos partidos políticos.

Além dos encontros com partidos políticos, o Chefe de Estado guineense reuniu-se também o Conselho de Estado, órgão de consulta não vinculativa do Presidente, com mesmo propósito.

O porta-voz do órgão, Victor Mandinga, reconhece os esforços do executivo nas inscrições dos potenciais eleitores, mas sublinha que os membros do órgão aconselharam o Presidente a continuar o diálogo com forças vivas da nação para remarcar a data das eleições.

O líder do PAIGC, disse aos jornalistas que a ideia da reunião foi no sentido de se criar condições de não marcar a data das eleições até que a questão de recenseamento seja melhor definida. Mas encoraja ao Presidente da República a compreender que um Estado é considerado normal quando cumpre os seus dispositivos constitucionais.

Para Domingos Simões Pereira, a não realização do escrutínio em Novembro deste ano, conforme o próprio Chefe de Estado guineense marcou, se configura em mais uma situação grave. Mas a não realização do ato em 2018 seria pôr em causa a própria soberania do país.

Apesar da divergência a volta do processo, o primeiro-ministro guineense, disse esta terça-feira no aeroporto internacional “Osvaldo Vieira” em Bissau, vindo de Lomé-Togo, que o Chefe de Estado, José Mário Vaz já tem em mãos os cenários apresentados pelo governo para decidir.

Na sua curta declaração a saída da reunião do Conselho de Estado, Aristides Gomes, diz que o trabalho do processo eleitoral está a evoluir bastante para que se possa realizar eleições incontestáveis e está espera da marcação de uma nova data do sufrágio pelo Presidente da Republica.

Após encontros com os partidos políticos no Palácio da Republica, José Mário Vaz deslocou-se a Nigéria, para encontrar com o seu homólogo nigeriano Muhammad Buhari, presidente em exercício da Conferencia de Chefes de Estados e do governo da CEDEAO.

De recordar que uma missão de alto nível da organização sub-regional que foi chefiada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Geoffrey Onyeama que esteve no em Bissau na semana passada, deixou indicações que a fixação da nova data para a realização das eleições legislativas será feita em concertação com a CEDEAO.

Por: Alison Cabral

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