MNE guineense diz que Governo de Aristides Gomes está “a realizar as suas funções”

MNE guineense diz que Governo de Aristides Gomes está “a realizar as suas funções”

A chefe da diplomacia da Guiné-Bissau disse hoje que o Governo a que pertence está “a realizar as suas funções” e que a sua legitimidade “não depende de nenhum ator político”, afirmando não reconhecer qualquer primeiro-ministro “que não o legal”.

“Neste momento nós não temos um problema. O Governo está a realizar as suas funções”, afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa, numa conferência de imprensa em Lisboa.

“Há um primeiro-ministro legal, que está no seu gabinete. Ontem realizou um conselho de ministros, ontem todos os ministros, e hoje também, estiveram a trabalhar nos seus gabinetes, portanto, para nós, não existe nenhum outro primeiro-ministro que não o legal”, apontou a chefe da diplomacia da Guiné-Bissau.

Na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde se reuniu com representantes da organização para detalhar as ações durante as eleições, Suzi Barbosa, do Executivo do primeiro-ministro Aristides Gomes, afirmou que “há um Governo legítimo, que é um Governo que viu renovada constantemente essa sua legitimidade e não depende da vontade de nenhum ator político”.

Na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde se reuniu com representantes da organização para detalhar as ações durante as eleições, Suzi Barbosa, do Executivo do primeiro-ministro Aristides Gomes, afirmou que “há um Governo legítimo, que é um Governo que viu renovada constantemente essa sua legitimidade e não depende da vontade de nenhum ator político”.

Suzi Barbosa reconheceu que o executivo eleito em 10 de março, a quem cabe a realização das eleições presidenciais de 24 de novembro, não tem “qualquer dúvida” da sua legitimidade, tendo a ministra destacado o apoio da comunidade internacional.

“Quando nós vemos que a comunidade internacional, começando pela CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental], depois a CPLP e a União Africana, reconhecem que o Governo legítimo para liderar esse processo [eleições presidenciais] é o governo do Dr. Aristides Gomes, não temos qualquer dúvida”, assinalou.

A chefe da diplomacia guineense lembrou que este Governo foi “reconhecido através de acórdão da resolução final do comunicado que saiu da 55.ª reunião da CEDEAO” e há duas semanas, aquando da aprovação do programa de Governo.

“Não entendo qual é a legitimidade de um outro Primeiro-Ministro”, reforçou Suzi Barbosa.

A Guiné-Bissau tem eleições marcadas para 24 de novembro, estando a segunda volta, caso seja necessária, prevista para 29 de dezembro.

Na campanha eleitoral vão participar 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

A três dias do início da campanha eleitoral, o país vive mais um momento de grande tensão política, depois de o Presidente guineense e candidato às presidenciais, José Mário Vaz, ter demitido na segunda-feira o Governo liderado por Aristides Gomes.

No dia seguinte, o Presidente nomeou Faustino Imbali, do Partido de Renovação Social (PRS), primeiro-ministro do país.

O decreto presidencial que demitiu o Governo de Aristides Gomes não foi reconhecido pela CEDEAO.

A CEDEAO, que tem mediado a crise política no país, considerou o decreto do Presidente ilegal, reiterou o apoio a Aristides Gomes e admitiu a possibilidade de impor sanções a quem criar obstáculos ao processo de organização das presidenciais.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Fonte:

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This Post Has One Comment

  1. É hora de mandar Jomav para día casa, está abusando da autoridade que tem, na Guiné-bissau nâo vâo permitir un governo paralelo, seguro que pretende que este novo lhe ajude a ganhar eleiçâo de 24 11 19, fora Jomav.

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