MIGUEL DE BARROS: “UICN DEVE MOBILIZAR ESTRATÉGIAS PARA AJUDAR OS ESTADOS MEMBROS PERANTE AMEAÇAS DE DEVASTAÇÃO FLORESTAL”

MIGUEL DE BARROS: “UICN DEVE MOBILIZAR ESTRATÉGIAS PARA AJUDAR OS ESTADOS MEMBROS PERANTE AMEAÇAS DE DEVASTAÇÃO FLORESTAL”

O presidente do Comité da União Internacional da Natureza na Guiné-Bissau (UICN), Miguel de Barros, alertou as estruturas regionais e central da UICN no sentido de mobilizar estratégias para que a capacidade de reação de uma estrutura nacional, como a Guiné-Bissau perante uma ameaça de devastação florestal possa permitir que exista uma solidariedade entre os Estados membros da organização no combate ao fenómeno devastação florestal.

“Os programas das estruturas regionais e a própria direção da UICN não se subscrevem só no concurso ou financiamento, mas sobretudo numa real capacidade de mobilização das estratégias para que a capacidade de reação de uma estrutura nacional, como a Guiné-Bissau perante uma ameaça de devastação florestal chinesa possa permitir solidariedade do Senegal, do Conacri, da Costa de Marfim, de Nigéria e da Republica Centro Africana”, afirmou Barros.

O sociólogo guineense falava esta terça-feira, 09 de julho de 2019, na abertura da terceira edição do Fórum Regional de Conservação da UICN para Africa Central e Ocidental, na qual afirma que se a UICN não dispor de capacidades de reação perante estas situações é porque a estratégia regional não tem fundamento.

Na ocasião, Barros afirma que a UICN não pode ficar numa perspetiva de denúncia ou de reação, mas é fundamental que seja criada mecanismos económicos que permitem a construção de uma visão de desenvolvimento, onde a economia da biodiversidade possa favorecer uma economia limpa e gerar empregos sustentáveis.

Durante a sua explanação, Miguel de Barros diz que o sistema educativo guineense deve ter a integração de uma perspectiva de educação ambiental e para biodiversidade, como também de educação alimentar e nutricional para trazer mecanismos de construção da possibilidade de geração de renda, de economia e de transformação estrutural.

Barros fez lembrar aos delegados que os esforços que foram consentidos na preservação da natureza por figuras como Nelson Dias e Alfredo Simão da Silva irá permitir que a Africa esteja na linha da frente de influência da agenda mundial sobre a conservação da biodiversidade e de uma geração capaz de influenciar a sua sociedade.

A cerimónia de abertura dos trabalhos do fórum foi presidida pela secretária de Estado de Ambiente e Biodiversidade, Quité Djata, em representação do Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes.

Durante três dias uma centena de delegados de Africa Central e Ocidental, incluindo os representantes de governos, os atores do desenvolvimento, pesquisadores das comunidades da conservação e os atores políticos irão identificar e fazer os principais desafios da conservação e da utilização sustentável dos recursos naturais na região, a fim de favorizar uma visão comum.

Os delegados também vão partilhar as experiências conseguidas em matéria de resposta aos desafios ambientais e reforçar a participação das delegações africanas aos encontros internacionais, na ocorrência a CoP21 sobre mudanças climáticas e o congresso mundial da natureza da UICN.

“Conservar a natureza para a paz, a segurança e o desenvolvimento económico sustentável em Africa Central e Ocidental”, é a temática escolhida para esta edição a decorrer em Bissau, em em preparação a acontecimentos maiores mundiais da conservação previstos em 2020.

Por: AC

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