MARCHA DO COLETIVO DOS PARTIDOS DEMOCRÁTICOS  IMPEDIDA PELA FORÇA DE ORDEM PÚBLICA

MARCHA DO COLETIVO DOS PARTIDOS DEMOCRÁTICOS IMPEDIDA PELA FORÇA DE ORDEM PÚBLICA

Os Agentes da polícia da ordem pública, impediram esta quinta-feira,7 de Dezembro  de 2017,o colectivo dos partidos políticos democráticos da Guiné-Bissau de realizarem a manifestação agendada para os dias 07 e 08 do mês em curso, alegando ordem do ministério do interior.

O afastamento dos elementos do colectivo dos partidos democráticos da Guiné-Bissau e os marchantes na Avenida combatentes da liberdade de pátria que era o itinerário para a realização da marcha, criou uma discussão entre as forças de ordem e os dirigentes do colectivo que mais tarde acabaram por desistir, acatando assim as ordens das forças policiais.

Em declaração à imprensa, o porta-voz do colectivo, Nuno Gomes Nabiam, disse que o presidente da república, o primeiro-ministro e ministro do Interior, querem transformar o regime democrático que temos no país em regime ditatorial, mas o povo guineense nunca admitirá esse regime e muito menos aceitará a sua implementação na pátria que custou sangue e suor dos combatentes.

Nuno Nabiam, assegurou ainda que o impedimento da realização da marcha pelos agentes da ordem pública não significa que o coletivo vai desistir na sua luta de fazer valer a democracia na Guiné-Bissau, mas sim servirá como reflexo e pensar em uma nova estratégia para os próximos dias 14 e 15 do mês corrente,  datas em que foram agendadas a segunda ronda de manifestações.

“Em nenhuma parte do mundo  o presidente da república faz guerra contra o seu povo, mas como temos um chefe de estado Ingrato que roubou o poder do partido que fez lhe chegar aquele posto e não pensa bem pelo povo que deu lhe o mandato, não podemos esperar nada dele, portanto vamos continuar com as manifestações até no momento em que José Mário Vaz, vai derrubar o atual governo ilegal e inconstitucional e nomear Augusto Olivais, como disse o documento assinado em Conacri”, advertiu Nuno Gomes Nabiam.

O líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau, informou neste particular que na marcha passada, do dia 16 de Novembro, os agentes policiais foram instruídos pelos atuais responsáveis no poder, com o objetivo de assassinar dirigentes do colectivo dos partidos democráticos, mas o comandante dos agentes da ordem pública na altura, abdicou dessa missão. Nesse sentido, Gomes Nabiam, apelou aos militantes e simpatizantes dos partidos congregados no colectivo para voltarem de maneira tranquila as suas residências, esperando a nova estratégia das próximas manifestações dos dias 14 e 15 de Dezembro que será anunciada nos órgãos de comunicação social.

Para o presidente de Partido da Unidade Nacional, Idrissa Djaló, o povo guineense testemunhou a mudança profunda do regime que iniciou de uma forma democrática em 2014 e hoje transformou nu regime golpista  perpetrado por José Mário Vaz. Adiantou ainda que o chefe de estado, decidiu dirigir a Guiné-Bissau de uma forma ilegal e fazendo uso permanente da violência, impedindo assim o povo de manifestar, o direito que a constituição lhe concede.

“Nunca foi vista na história da Guiné-Bissau, desde que a democracia começou, tanto armas na rua virada contra o próprio povo guineense. O reino de terror que esta ser implementado, contra  a constituição da república,  a comunidade internacional pode testemunhar que hoje tornou-se evidente que estamos perante uma ditadura e o golpe de estado assumido por José Mário Vaz”, lamentou Idrissa Djaló.

// Aguinaldo Ampa

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