MADEM RECORRE A JUSTIÇA PARA EXIGIR A IMPUGNAÇÃO DA ELEIÇÃO DA MESA DO PARLAMENTO GUINEENSE

MADEM RECORRE A JUSTIÇA PARA EXIGIR A IMPUGNAÇÃO DA ELEIÇÃO DA MESA DO PARLAMENTO GUINEENSE

O Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15), entregou um requerimento no Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau (STJ), no passado dia 29 de abril de 2019, para impugnar o ato da constituição da mesa do parlamento guineense devido as irregularidades e vícios verificados durante o processo da votação.

A informação foi transmitida à imprensa esta terça-feira, 07 de Maio de 2019, pelo porta-voz do Madem, Djibril Baldé, na qual exortou aos juízes conselheiros do STJ a respeitarem as leis no sentido de fazer valer o espírito do legislador do regimento para permitir nova eleição no órgão que dirigir o hemiciclo guineense nos próximos 4 anos.

“Nós sabemos que eles vão fazer a interpretações das leis e espírito legislador do regimento, mas vão ter em considerações os interesses público e nacional, porque a Guiné-Bissau está completamente parado com a responsabilidade da classe politica do país”, explicou Baldé.

O Madém para além de condenar as violações ocorridos violadas todas as normas do processo de escolha dos novos dirigentes da mesa parlamentar, o partido formado essencialmente por dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), reafirma a sua posição de indicar o seu coordenador Braima Camará, para o lugar de segundo vice-presidente do órgão.

Em conferência de imprensa na sede principal do partido, em Bissau, o porta-voz da segunda força política no parlamento, afirma que não existe nenhuma lei vigente no ANP que impede do partido a voltar indicar o Camará para o posto, que por lei o partido tem direito.

Perante estes fatos, o partido reafirma que na qualidade do líder da oposição, a vontade de defender a Constituição da Republica e demais leis, e neste particular exortar todos os atores políticos a se conformarem com as disposições da Constituição da Republica, do Regimento da ANP e as demais leis, sem artifícios.

O partido responsabiliza o PAIGC e os seus aliados políticos, pelas acusações infundadas proferidas contra o Chefe de Estado e pelos bloqueios político-institucionais com consequências econômicas e sociais que poderão mergulhar o país num caos total.

Na Guiné-Bissau persiste a incerteza política. O impasse no parlamento está a impedir a tomada de posse do novo Governo, ainda sem data marcada, um mês depois de serem conhecidos os resultados definitivos das eleições parlamentares.

A situação política do país que afetou por completo a vida dos cidadãos guineenses, nomeadamente a greve nas escolas e comercialização da castanha de caju, principal produto da exportação da Guiné-Bissau.

Apesar dos esforços das organizações da sociedade civil na busca de entendimento entre as partes em rotura no sentido de nomear o novo primeiro-ministro, uma missão do alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve em Bissau na semana passada, pediu aos atores guineenses diálogo construtivo, para colocarem os interesses da Guiné-Bissau em primeiro lugar e muita urgência na nomeação do primeiro-ministro e formação do Governo.

Por: AC

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This Post Has One Comment

  1. Devemos deixar esta vida politica que não tem Lugar no mundo.

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