MADEM-G15 APELA ANGOLA E PORTUGAL ABSTEREM-SE DE IMISCUIR NOS ASSUNTOS INTERNOS DA GUINÉ-BISSAU

MADEM-G15 APELA ANGOLA E PORTUGAL ABSTEREM-SE DE IMISCUIR NOS ASSUNTOS INTERNOS DA GUINÉ-BISSAU

O Grupo Parlamentar do Movimento para Alternância Democrática ( MADEM-G15) apelou esta sexta-feira, 14 de junho de 2019, às autoridades angolana e portuguesa a absterem-se de ingerir nos assuntos internos da Guiné-Bissau e respeitarem a soberania, as leis e as instituições do país.

Numa nota lida pelo vice-líder parlamentar do MADEM-G15, Abudu Mané, o líder da oposição crítica a “atitude irresponsável” do embaixador da Angola na Guiné-Bissau que decidiu enveredar-se em especialista na matéria de Direito Constitucional, falando do fim do mandato do Chefe de Estado, José Mário Vaz.

Em relação ao governo português, o grupo parlamentar diz que não se estranha a atitude das autoridades deste país que em tempos condecorou, com Medalha de Mérito, o Chefe de uma rebelião “A Junta Militar”, no dia 22 de agosto de 1999, em São João da Barra, que derrubou um Presidente democraticamente eleito, ponto em crise o sistema democrático do país, referiu Mané.

Por fim, o grupo parlamentar do partido formado pelos dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), alertou dois Estados, que a Guiné-Bissau não aceitará enveredar-se pela via da construção da democracia da segunda.

De referir que a Angola e Portugal não compreendem por que ainda não há novo governo na Guiné-Bissau, porque as eleições legislativas de 10 de março determinaram uma relação de forças no parlamento, com a vitoria do PAIGC.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva referiu que o processo do país oferece tranquilidade aos parceiros internacionais, já que as eleições foram muito participadas, decorreram de forma muito serena e foram consideradas eleições completamente transparentes e regulares por todos observadores internacionais.

Na terça-feira, Angola apelou às autoridades da Guiné-Bissau, em especial ao Presidente da República no sentido de trabalharem de forma construtiva, respeitando os resultados das eleições parlamentares e em concordância com a Constituição.

Numa mensagem divulgada no Conselho de Paz e Segurança, em Addis-Abeba, o governo angolano diz que a questão da eleição da mesa do Parlamento não pode constituir uma justificação politicamente aceitável para o adiamento da formação do governo.

Decorridos três meses depois da realização do escrutínio, o Presidente guineense continua sem nomear o primeiro-ministro e o governo, alegando que falta resolver o problema da eleição da mesa do hemiciclo, o que tem levado à realização de vários protestos em Bissau.

Por: AC

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