MADEM-G15 ACUSA PRESIDENTE DA COMISSÃO DA CEDEAO DE SER PARCIAL

MADEM-G15 ACUSA PRESIDENTE DA COMISSÃO DA CEDEAO DE SER PARCIAL

O Movimento para Alternância Democrática Democrática (MADEM-G15), acusou o presidente da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), Jean-Claude Kassi Brou de ser parcial, na sequência da reunião que teve esta quarta-feira(29.10), com o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, em Abuja, Nigéria.

Numa nota distribuída à imprensa esta quinta-feira(30.10), o MADEM-G15 fez lembrar ao Jean-Claude Kassi Brou que este ato vai contra os princípios da CEDEAO, segundo as quais os problemas políticos são tratados na base do diálogo com as autoridades de cada estado membro.

No documento, o partido entende que a presença do presidente do PAIGC em Abuja, tem como propósito desencadear mais uma campanha de desinformação, pondo em causa a dignidade e a credibilidade externa da Guiné-Bissau.

Para o partido, a gestão dos assuntos internos de um estado membro é inconcebível que um Presidente da Comissão receba em sessão de trabalho o líder de um partido fora do quadro de concertação regular com o classe política.

Por fim, o MADEM-G15 diz que está convicto que a dinâmica política em curso no país não passa de um mero exercício democrático, consubstanciado numa deslocação da maioria parlamentar.

Neste sentido, o partido formado pelos dissidentes do PAIGC, apela a organização sub-regional a maior serenidade e imparcialidade na busca de soluções de saída da crise política institucional na Guiné-Bissau.

De referir que a CEDEAO ameaçou esta terça-feira aplicar sanções a quem perturbar o processo para as eleições presidenciais de 24 de novembro, na sequência do decreto presidencial de demissão do primeiro-ministro Aristides Gomes.

“Todos que, de alguma maneira, travem o progresso harmonioso do processo eleitoral atualmente em curso com vista às eleições presidenciais de 24 de novembro serão sujeitos a sanções”, adiantou a CEDEAO em comunicado.

No mesmo comunicado, a organização, que considera ilegal o decreto presidencial de demissão de Aristides Gomes, adianta que a CEDEAO e os outros parceiros “empenhados há longos anos no regresso da Guiné-Bissau à estabilidade e à paz, não podem aceitar qualquer ação suscetível de comprometer” essa paz e a estabilidade no país.

Por: AC

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