LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS QUER QUE GOVERNO TOME POSIÇÃO SOBRE GUINEENSES EM ANGOLA

LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS QUER QUE GOVERNO TOME POSIÇÃO SOBRE GUINEENSES EM ANGOLA

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), apelou, o executivo no sentido de desencadear ações diplomáticas e assumir posição firme que permitam o rápido repatriamento voluntário dos cidadãos da Guiné-Bissau residentes em Angola.

Desde semana passada que a Radio Jovem tem recebido as denúncias telefónicas de casos de agressão e de maus tratos a que são sujeitos os guineenses, a partir de Angola. Informações apontam para que ações visam sobretudo os que estão em situação de ilegalidade naquele país lusófono, no quadro da sua política de luta contra más práticas e a emigração clandestina, através da operação denominada “RESGATE”.

Confrontado com a situação esta sexta-feira, 02 de Novembro de 2018, Augusto Mário da Silva entende que é urgente o governo guineense identificar os cidadãos nesta situação irregular em Angola e tomar todas as disposições para garantir a segurança.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades tem que procurar através de mecanismos da cooperação bilateral para identificar guineenses que estão nesta situação de ilegalidade e aqueles que estão com a necessidade do repatriamento, para serem repatriados mais urgente possível de modo a saírem do cativeiro, sofrimento e sessões de torturas”, explicou Mário da Silva.

Perante as denúncias feitas, a maior parte delas nas redes socias, que carecem de alguma autenticidade, os cidadãos apelam as autoridades guineenses no sentido de intervirem o mais rápido possível para estancar esta situação.

Para Mário da Silva, independentemente do crime que poderão estar sujeitos devido a situação de ilegalidade, autoridades angolanas devem saber salvaguardar os valores humanos.

De acordo com ativista dos direitos humanos e advogado de profissão, Angola enquanto Estado que ratificou convenções sobre direitos humanos é obrigado a respeitar a dignidade humana de qualquer cidadão.

Em declarações à RDP-Africa na quarta-feira passada (31.10), o ministro guineense dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação e das Comunidades, garantiu ter recebido garantias das autoridades angolanas, que prometeram uma resposta breve sobre essas denúncias de que tem sido vitimas os cidadãos guineenses em Angola.

João Ribeiro Butiam Có, que na passa segunda-feira (29.10) manteve uma reunião com o Embaixador angolano no país, Daniel Rosa, diz que pediu um tratamento diferenciado para os guineenses não legalizados, no quadro na operação resgate que autoridades angolanas estão a levar a cabo.

Na sua longa entrevista exclusiva à Rádio Jovem e Rádio Bombolom FM, Mário da Silva, revela que a instituição que dirige pede autoridades angolanas abertura do inquérito conclusivo para esclarecer a situação e apurar responsabilidades dos atores implicados.

De acordo com Augusto Mário da Silva, a LGDH já enviou uma carta aberta ao Procurador-Geral da República de Angola, Hélder Pitta Grós, no sentido de investigar o caso dos guineenses em Angola.

Recorde-se que atualmente o país não dispõe, de uma representação diplomática em Luanda. Os guineenses residentes em Angola dizem-se abandonados pelas autoridades do país.

Por: Alison Cabral

 

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