Liga Guineense dos Direitos Humanos exige cumprimento de mandado de detenção de ministro

Liga Guineense dos Direitos Humanos exige cumprimento de mandado de detenção de ministro

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos exigiu hoje ao ministro do Interior da Guiné-Bissau que retire todos os agentes que estão a dificultar o cumprimento do mandado de detenção do ministro da Agricultura pela Polícia Judiciária.

O advogado Augusto Mário Silva falava aos jornalistas, em Bissau, após a audiência pelo Ministério Público ao inspetor da Polícia Judiciária (PJ) que dirige a operação “Arroz do Povo”, que já levou à apreensão de mais de 100 toneladas de arroz doado pelo China, a quem a organização não-governamental ofereceu apoio judiciário.

É preciso “exigir ao ministro do Interior para efetivamente retirar todos os agentes que estão neste momento a dificultar o cumprimento do mandado de detenção da PJ. Estamos num Estado de Direito, a sociedade guineense pugna pela justiça, pela verdade, pelos valores de solidariedade, não se pode estar a escamotear a verdade, a esconder factos, porque isto não nos dignifica”, afirmou Augusto Mário Silva.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos salientou que a Guiné-Bissau é um “país de gente digna” que quer ver o caso do “arroz completamente esclarecido”.

Num comunicado, divulgado na sua página nas redes sociais, a Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou também um “golpe institucional que visa perpetuar a impunidade e, por conseguinte desmantelar os alicerces do Estado de Direito”, depois de um número “considerável de efetivos da Polícia de Intervenção Rápida” ter sido colocada na residência do ministro da Agricultura.

A Polícia Judiciária guineense foi hoje impedida pela polícia responsável pela segurança do ministro da Agricultura de o deter por suspeita de envolvimento no caso, em investigação, de desvio do arroz doado à Guiné-Bissau pela China.

“Aqueles que estão por de trás destes atos ilegais de obstrução à Justiça devem saber que cedo ou tarde serão igualmente responsabilizados judicialmente”, refere a organização.

A organização dos direitos humanos salienta também que todos os implicados no processo devem observar “serenidade e o respeito escrupuloso das leis em vigor na Guiné-Bissau”.

LUSA

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