LÍDER DO PAIGC NOMEADO CONSELHEIRO ESPECIAL DO PRIMEIRO-MINISTRO

LÍDER DO PAIGC NOMEADO CONSELHEIRO ESPECIAL DO PRIMEIRO-MINISTRO

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi nomeado, nesta terça-feira, 09 de junho de 2019, Conselheiro Especial do Primeiro-Ministro, Aristides Gomes, anunciou o partido na sua página no Facebook.

De acordo com o despacho, além do Conselheiro Especial, Simões Pereira vai ser coordenador o gabinete de apoio às reformas , com direitos e regalias inerentes ao cargo.

Aristides Gomes justificou a decisão sobre a pertinente do apetrechamento do gabinete do chefe do executivo com capacidades técnicas adequadas por forma a responderem as exigências que o contexto impõe no quadro da implementação do Programa do Governo da X legislatura que decorre dos princípios e orientações constantes do Plano Estratégico e Operacional “Terra Ranka”.

De referir que o Chefe de Estado Cessante, José Mário Vaz, explicou que não nomeou Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, para o cargo de primeiro-ministro, porque a coabitação não seria boa para nenhum dos dois, nem para o país.

Salientando não ter qualquer problema pessoal com o presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), José Mário Vaz disse que ficou preocupado com o que aconteceu na legislatura anterior.

“Jomav demitiu Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro em 2015, alegando nepotismo e corrupção, depois de o PAIGC ter vencido as eleições legislativas de 2014, dando início a uma crise política no país, que levou ao encerramento do parlamento por três anos.

Para José Mário Vaz, aquela foi a base para a sua decisão e para não voltar a colocar o país numa situação difícil. “Não se trata de questões pessoais, trata-se de questões políticas”, sublinhou.

O PAIGC voltou a vencer as eleições legislativas realizadas em 10 de março e indicou o nome de Domingos Simões Pereira para o cargo de primeiro-ministro, mas José Mário Vaz recusou, alegando questões éticas.

O partido acabou por indicar o nome de Aristides Gomes, que já ocupava o cargo.

Por: redação

Fonte: lusa

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