LGDH PEDE JUSTIÇA PELO ASSASSINATO DE DUAS PESSOAS EM BISSORÃ

LGDH PEDE JUSTIÇA PELO ASSASSINATO DE DUAS PESSOAS EM BISSORÃ

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau (LGDH), pede justiça pelo assassinato de duas pessoas na aldeia de “Maqué”, que fica a 9 quilómetros do sector de Bissorã, região de Oio, acusadas de práticas de feitiçaria recentemente.

Augusto Mário da Silva reuniu-se no último sábado, 30 de Março de 2019, com a comunidade local, na presença do comité da tabanca, Mamadú Seide Cani, mais de três horas para obter informações concretas do que realmente se passou.

Durante a sua intervenção, Mário da Silva condenou o acontecimento e fez lembrar a comunidade de “Maqué” de que num Estado de Direito Democrático ninguém tem o direito de fazer a justiça com as suas próprias mãos.

“A nossa organização espera que os indivíduos envolvidos neste caso que levou a morte aos nossos dois concidadãos guineenses vão ser identificados e responsabilizados de acordo com os seus graus da participação no crime, por isso, peço os familiares a não pensarem em vingança”, vincou Mário da Silva.

Silva liderou uma equipa da LGDH que visitou a aldeia, revela que a organização que dirige vai seguir o processo no tribunal e fez lembrar a comunidade local que nenhum cidadão guineense está acima da lei do país.

Dirigindo directamente ao comité da aldeia, o ativista e dirigente da Liga Guineense dos Direitos Humanos apelou à comunidade local para trabalhar para que o atos de género não volte a acontecer.  

As vítimas foram acusadas de terem causado uma doença a uma mulher da aldeia.

As regiões de Quinará, no sul, Biombo no nordeste e Bissorã e São Domingos, no norte, são as zonas onde a Liga tem recebido denúncias recorrentes de casos de mortes ligadas com acusações de prática de feitiçaria.

Na semana passada, o presidente LGDH pediu a rápida intervenção do Ministério do Interior para estancar os casos de mortes acusadas de feitiçaria na Guiné-Bissau.

Num encontro com o ministro do Interior, Edmundo Mendes, Mário da Silva instou às autoridades governamentais guineenses no sentido de arranjar uma estratégia para eliminar esta prática o mais depressa possível em diferentes localidades da Guiné-Bissau.

Por: Alison Cabral

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