LGDH PEDE GOVERNO GUINEENSE PARA INVESTIR FORTE NO SECTOR ENSINO

LGDH PEDE GOVERNO GUINEENSE PARA INVESTIR FORTE NO SECTOR ENSINO

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau (LGDH), Augusto Mário da Silva defendeu esta sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019, que o Governo deve investir mais na educação de qualidade, para que todos possam contribuir no desenvolvimento, evitando manipulações.

Reagindo a situação a situação dos alunos que protestaram em Bissau, Mário da Silva, fez lembrar as autoridades guineenses que investir na educação deve ser um constante em todos os momentos da promoção do processo e do desenvolvimento sustentável.

“Investimento no sector da educação não se resume apenas no pagamento de salários, porque existe um conjunto de elementos que deve ser verificado para podermos ter um ensino de qualidade, desde extraestruturas, conteúdos programáticos, inspeção e preparação dos docentes”, explicou Mário da Silva.

Durante o protesto além do bloqueio das principais avenidas da capital guineense, os estudantes também atiraram pedras, garrafas nas estradas e vandalizadam algumas viaturas, sem qualquer intervenção da policial de ordem pública, segundo constatou uma equipa da Radio Jovem.

Em declarações exclusivas à Radio Jovem, Mário da Silva condena o ato de vandalismo, contudo revela que estes incidentes demonstram claramente que as forças de segurança do país estão frágeis e sem uma preparação para dar resposta a esta situação.

Confrontado com a situação, as organizações juvenis do país reconheceram que houve grupos infiltrados no ato do protesto, mas responsabilizar am o Estado da Guiné-Bissau pelos incidentes registados nas principais avenidas de Bissau, em consequências das revindicações dos estudantes.

O porta-voz das organizações juvenis, Inácio Goiá Badinca disse que “alguns infiltrados” se aproveitaram dos protestos dos alunos para “lançar caos e vandalismo” na cidade de Bissau, onde, durante várias horas do dia, não foi possível circular de viatura.

A situação motivou um encontro entre o Presidente guineense, José Mário Vaz, governo e as organizações da sociedade civil.

Aos jornalistas, secretário de Estado do Tesouro, Suleimane Seide, revela que o governo já deu orientações para pagar os salários em atraso dos professores.

Os três sindicatos dos professores guineenses ameaçam paralisar o setor educativo guineense no dia 15 do mês em curso, em protesto contra o não cumprimento do memorando por parte do executivo, anunciou na terça-feira, porta-voz dos três sindicatos dos professores.

Segundo Bunghôma Duarte Sanhá a greve só pode ser levantada quando o governo cumprir os 19 pontos do caderno reivindicativo dos professores.

Os três sindicatos que representam os professores acusam o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, de ordenar o bloqueamento, nas Finanças, do pagamento aos docentes que estiveram em greve no mês de dezembro.

Por: Alison Cabral

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