LGDH PEDE CONCLUSÃO  DO PROCESSO DA MORTE DE NINO VIEIRA E TAGMÉ NA WAIE

LGDH PEDE CONCLUSÃO DO PROCESSO DA MORTE DE NINO VIEIRA E TAGMÉ NA WAIE

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos(LGDH) pediu esta terça-feira, 23 de julho de 2019, ao Ministério Publico da Guiné-Bissau a conclusão na investigações dos assassinios do antigo Presidente da República, Nino Vieira e do ex-chefe Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waie, ambos assassinados em março de 2009, em Bissau.

“Nós insistimos na necessidade do inquérito avançar e ser concluido no melhor prazo possível para que efetivamente devolver a tranqulidade aos cidadãos e passar a imagem que de facto de que há um compromisso do Ministério Público de combater a impunidade” afirmou Augusto Mário da Silva.

De acordo com Mário da Silva, após 10 anos de investigações dos assassínios de personalidade política e militar, está na altura do Ministério Público esclaracer os guineenses e familiares sobre os dois processos.

Da Silva falava à imprensa a saída de uma audiência com o Procurador Geral da Republica(PGR), Ladislau Embassa, no Palácio da Justiça, na qual lamentou a afirmação do anterior PGR, Bacari Biai, que em 2017, alegou que o processo do inquérito sobre o assassinato de Nino Veira teria sido arquivado. O atual titular da pasta informou a LGDH que o processo está a seguir o seu trâmite normal.

Aos jornalistas, o líder da LGDH disse que foi informado pelo PGR que o Ministerio Público tem sentido algumas dificuldades em termos de tramitação processual relativamente ao processo do antigo Presidente guineense, mas que espera superar no melhor prazo possível.

Além do processo dos assassinios de Nino Vieira, Tagmé Na Waie, Helder Proença, Baciro Dabó e Iaia Dabó, o encontro entre a direçao da LGDH e o PGR serviu para analisar o problema da disputa de posse de terra entre as tabancas na secção de Suzana, sector do São Domingos, norte da Guiné-Bissau.

Mário da Silva disse que a sua organização está confiante que o Ministerio Publico vai concluir a tramitação do inquérito e remeter o processo para o tribunal, embora reconheça a falta de meios necessários para a condução cabal do todo o processo.

“No fundo recebemos garantias do PGR de que vão fazer de tudo que estiver ao alcance para efetivamente levar ao julgamento todos os casos denunciados e que tem de facto elementos para serem conduzidos aos julgamentos e estão comprotemitidos em combater a impunidade”, declarou Mário da Silva.

De referir que nos confrontos registados no mês de Maio último que envolveu as tabancas de Arame, Elia, Kassu, Djobel e Culadje, em Suzana resultaram em duas mortes, segundo informações disponíveis.

A organização não-governamental guineense tem trabalhado há varios anos para a consolidação do Estado de Direito, pelo combate à impunidade e pelo reforço do sistema de proteção dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

Por: AC

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