KELLY LOPES: “MULHERES GUINEENSES PODEM CONTRIBUIR NA RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS NO PAÍS”

KELLY LOPES: “MULHERES GUINEENSES PODEM CONTRIBUIR NA RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS NO PAÍS”

A Conselheira Jurídica da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) na Guiné-Bissau, alertou esta segunda-feira (08.10), às autoridades guineenses a apostarem no potencial das mulheres para contribuir nas soluções diplomáticas, pacíficas e duradouras para resolução dos conflitos.

Segundo Kelly Lopes, a capacitação e promoção da participação das mulheres guineenses no processo da mediação e gestão dos conflitos permitirá torna-la mais duradora.

Discursando numa ação de formação direcionada à rede das mulheres mediadoras no contexto da realização das eleições, Lopes sublinhou que é um objetivo para qual todos os guineenses devem trabalhar.

“Pensamos que este é um objetivo para qual todos estamos a trabalhar porque temos um exemplo retinte de intervenções das mulheres e do seu contributo na busca de solução para crise politica que a Guiné-Bissau atravessa”, explicou Lopes.

A formação que vai decorrer até quinta-feira, num dos hotéis da capital Bissau, é organizada pela Agência Governamental Sueca para Paz, Segurança e Desenvolvimento (AFB), em parceria com a representação da CEDEAO no país, e terá como foco o papel das mulheres enquanto mediadoras de conflitos eleitorais.

Presidindo a cerimónia de abertura dos trabalhos, a Secretária Executiva Adjunta da Comissão Nacional das Eleições (CNE) do país, Felisberta Moura Vaz, assegurou que a mediação é dos métodos que permita encontrar soluções pacíficas para o conflito, em observância dos procedimentos e padrões internacionais.

Para Moura Vaz, o seminário serve como um fator de reflexão e de profunda introspeção para adoção de mecanismos conducentes a remoções de discrepâncias impostas pelos homens guineenses.

Temas como: a participação das mulheres nos processos eleitorais, a criação e a experiencia de funcionamento de algumas redes de mulheres mediadoras pelo mundo fora estarão em análise e junta duas dezenas de mulheres que vão participar durante quatro dias de formação.

Refira-se que em Julho ultimo, e sob os auspícios do Departamento dos Assuntos Políticos, Paz e Segurança da organização sub-regional, uma ação semelhante foi feita em parceria com a AFB em que participaram ativamente membros da CNE, partidos políticos, chefes tradicionais, líderes religiosos, jornalistas entre outros atores sociais.

De recordar que em 2016, as Nações Unidas criaram uma Rede de Mulheres Mediadoras no país para cobrir sobretudo o mundo rural.

O objetivo passa por melhorar a capacidade de resposta no domínio da prevenção, gestão, resolução e mediação eficaz de conflitos sobretudo nas zonas mais remotas.

A atividade faz parte da resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as Mulheres, Paz e Segurança.

Por: Alison Cabral

 

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