JOSE MARIO VAZ QUER LEVANTAMENTO DAS SANÇÕES AOS MILITARES GUINEENSES

JOSE MARIO VAZ QUER LEVANTAMENTO DAS SANÇÕES AOS MILITARES GUINEENSES

O Presidente da Republica da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, apelou esta segunda-feira (24.09), a comunidade internacional um voto de confiança no sentido de levantar as sanções impostas a 11 oficiais militares envolvidos na alteração da ordem Constitucional em 2012 no país.

“Apelamos a comunidade internacional para analisar cuidadosamente o comportamento dos nossos militares, que hoje assumem o papel republicano. Com isso, pedimos um voto de confiança no sentido de levantar as sanções impostas contra alguns oficiais”, argumentou José Mário Vaz.

Em maio de 2012, na sequência do golpe de Estado no país, o Conselho de Segurança da ONU aplicou sanções a 11 oficiais guineenses, incluindo o general António Indjai, general Mamadu Turé, general Estevão Na Mena, general Ibraima Camará e o brigadeiro-general Daba Na Walna.

No seu discurso que assinala o 45º aniversário da independência da Guiné-Bissau, Mário Vaz, assegura que hoje os militares guineenses, já não representam nenhuma ameaça para o povo e nem para a paz, porque estão afastados de todos as crelas politicas.

De acordo com Vaz, apesar de muita pressão que o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Biaguê Na Ntan, tem recebido, nunca hesitou no cumprimento do seu dever, ou seja, defender o país, respeitando a constituição e as leis da república.

Durante a sua longa intervenção, “Jomav”, como é conhecido o Chefe de Estado da Guiné-Bissau, debruçou-se ainda sobre o cenário sociopolítico do país tendo referido as eleições legislativas do novembro próximo constituem uma oportunidade soberano para o povo avaliar a prestação dos partidos políticos.

“As eleições são o momento no qual o povo é chamado a exercer diretamente o poder, que lhe pertence, através da escolha dos seus representantes. Por isso, queria aproveitar este palco por se tratar de um momento importante na vida do nosso país, para apelar aos guineenses, onde quer que estejam, para se recensearem, porque sem recenseamento não poderão exercer o direito de voto, o direito único de se expressarem nas urnas a vossa vontade e afirmação plena da cidadania”, referiu Vaz.

Neste sentido, o Presidente da Republica, apela o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral – GTAPE, a Comissão Nacional das Eleições (CNE), aos Partidos Políticos, aos Régulos, aos Chefes de Tabanca, a Sociedade Civil e a todos os cidadãos para vigiarem o processo do recenseamento, a fim de evitar protestos no futuro.

Vaz faz lembrar o povo guineense que o voto deve ser em consciência e nunca ser objeto de troca quer pelos favores, pela amizade, pelos laços familiares, pela tribo, religião, mas sim, como guineense, que quer colocar no poder alguém capaz de governar o com total isenção, imparcialidade e garantir igualdade de oportunidade na educação, na saúde e no trabalho, respeitando o principio “Guiné de todos e para todos”.

Neste discurso à nação sobre dia da independência nacional no palácio da república, José Mário Vaz, apelou a todos os guineenses, nomeadamente os jovens a revisitarem as palavras do pai fundador da nacionalidade, Amílcar Lopes Cabral, iluminando o caminho.

De recordar que Portugal reconheceu a independência da Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974. Um ano antes, o movimento de libertação já tinha declarado, unilateralmente, a independência do país. Há exatamente 45 anos, João Bernardo “Nino” Vieira – que por três vezes seria Presidente do país e viria a ser brutalmente assassinado na sua residência em 2009 – proclamava nas matas densas de Boé, no sul do país, a República soberana da Guiné-Bissau.

Desde então registaram-se ciclos de assassinatos seletivos entre os camaradas do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), que liderou a luta armada de mais de 11 anos contra o jugo colonial português.

Sucessivos golpes de Estado, a crise político-militar de 1998, o desrespeito pelas leis do país, intrigas, disputas partidárias, corrupção no aparelho de Estado, interesses pessoais acima dos de Estado, falta de diálogo e ganância levaram o país ao fundo do poço ao longo da sua existência como Estado soberano, de acordo com historiadores citados pela imprensa nacional.

Ler Discurso Completo aqui!

Por: Alison Cabral

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