JOSÉ MÁRIO VAZ: “O PAÍS VAI ÀS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS COM O MINISTRO DO INTERIOR”

JOSÉ MÁRIO VAZ: “O PAÍS VAI ÀS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS COM O MINISTRO DO INTERIOR”

O Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz promete este domingo, 20 de Janeiro de 2019,nomear o novo ministro do Interior antes das eleições legislativas marcadas para 10 de março próximo.

A garantia do Presidente da República foi transmitida à imprensa após a deposição de coroa deflores junto ao memorial Amílcar Cabral, no Mausoléu de Amura, em Bissau, na qual revela que está a trabalhar com o primeiro-ministro, Aristides Gomes para brevemente indicar o nome da figura.

“Brevemente irão saber quem será o próximo ministro do Interior. Como sabem a Constituição é muito clara neste sentido. O Presidente República não pode nomear nenhum membro de governo sem proposta do primeiro-ministro e nessas condições estamos a trabalhar juntos para ver se teremos o ministro do Interior”, argumentou Mário Vaz.

O anúncio de Mário Vaz acontece numa altura que vários círculos políticos guineenses manifestam-se preocupados com a demora na nomeação do ministro do Interior, quando se avizinham as eleições legislativas no país.

Neste dia que marca os 46 anos do assassínio, na Guiné-Conacri, em 1973, do fundador do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Amílcar Cabral, Vaz disse que pediu aos país fundadores da independência para que o dia do escrutínio seja um dia de carnaval e não de problema.

“Pedi ao pai e ao todos os camaradas fundadores da nossa nacionalidade para que o país continue a beneficiar realmente deste ambiente, “paz civil e tranquilidade interna” para que haja entendimento entre os guineenses, referiu Vaz.

Na sua curta declaração aos jornalistas na presença do primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, o Chefe de Estado guineense diz que 2019 é ano de consolidação da democracia na Guiné-Bissau e todos guineenses tem a responsabilidade para materializar este processo.

De salientar que Amílcar Cabral é homenageado hoje em Cabo Verde e na Guiné-Bissau. O homem que conduziu ambos os países à independência nasceu em Bafatá, na Guiné-Bissau de pais cabo-verdianos.

Cabral foi assassinado,na noite de 20 de Janeiro de 1973 em Conacri, já depois de ter anunciado que iria proclamar a independência da Guiné-Bissau.

Sem ele, mas como era seu desejo, a Assembleia Nacional Popular proclamava o Estado independente da Guiné-Bissau, a 24 de Setembro de 1973.

Por: Alison Cabral

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