JOSE MARIO VAZ: “EM NENHUM MOMENTO ESTEVE EM DIVERGÊNCIA COM O PAIGC”

JOSE MARIO VAZ: “EM NENHUM MOMENTO ESTEVE EM DIVERGÊNCIA COM O PAIGC”

O Chefe de Estado, José Mário Vaz, afirmou que em nenhum momento teve divergência do com atual direção Partido da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira, ao longo dos quatro anos como primeiro magistrado da nação.

José Mário Vaz conseguiu ser eleito como Presidente da República da Guiné-Bissau para defender os interesses do país graças ao apoio do PAIGC e o povo guineense em 2014.

Embora “Jomav” realçou que no passado serviu o partido fundado por “Amílcar Cabral”, enquanto militante nos momentos difíceis com muito orgulho.

“A verdade seja dita não tenho e nunca tive nenhuma divergência com partido, antes pelo contrário, eu servi o PAIGC nos momentos difíceis com muito orgulho e não posso de forma alguma aceitar isto de que tenho problema com meu partido, porque estou sentado nesta cadeira graças ao meu partido”, afirmou Mário Vaz.

O Presidente da República, foi candidato do PAIGC nas últimas eleições presidências, mas entrou em rota de colisão com o partido em Agosto de 2015, após o derrube do executivo de Domingos Simões Pereira, uma situação que levou o comité central do partido retirar a confiança política e suspender a militância ao José Mário Vaz em Novembro de 2016.

Em conferência de imprensa de balanço de quatro anos como Chefe de Estado realizado na semana passada no Palácio da República, mas que só foi anunciado esta quinta-feira (21.06) pelos órgãos da comunicação social, Mário Vaz, afirmou que nunca teve percepção de que terminou a dupla “Jomav e DSP” (José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira) para voltar a governar juntos.

“Isto talvez são interpretações dos jornalistas e dos cidadãos guineenses, mas tudo depende dos problemas candentes, tudo depende do aquilo que queremos para a Guiné-Bissau. Se “Jomav e DSP” estão bem alinho para o futuro da Guiné-Bissau e para bem do país, respeitando tudo que é do bom para a nação guineense eu pessoalmente penso que não possível continuarmos a falar do fim da dupla”, argumentou Vaz.

Para além de abordar assunto do partido vencedor das últimas eleições legislativas, o Presidente da República, debruçou-se sobre vários assuntos, com destaque para as nomeações de mais quatros primeiros-ministros em quatro anos de mandato, a corrupção no aparelho de Estado, justiça, e a história do cheque de 500 milhões de francos fca entregue ao então primeiro-ministro, Baciro Djá para construção da avenida, que seria batizado com nome do falecido Presidente, João Bernardo Vieira. Embora, o antigo líder do executivo, afirmara que devolveu o cheque ao Chefe de Estado, mas sem precisar a data e local da entrega do referido cheque ao Mário Vaz.

Aos jornalistas, o Presidente da República, José Mário Vaz, pediu que o antigo governante apresentasse as provas da entrega do cheque, que disse, foi entregue na presença da comunicação social do país no palácio da república.

“No dia em que eu peguei no cheque e entreguei ao então primeiro-ministro, Baciro Djá foi na presença da imprensa e esse foi muito falado porque é uma avenida muito importante para mim e não foi por acaso que eu recebe esse cheque e entreguei imediatamente a referida cheque publicamente. Por isso, se antigo líder do executivo disse que entregou o cheque 500 milhões de francos fca ao presidente da república, ele deve de facto apresentar provas da entrega desse cheque”, explicou Mário Vaz.

Na sua intervenção que durou quase duas horas na presença de alguns membros do gabinete, Vaz, elogiou a conduta exemplar dos militares na crise política que o país mergulhou há quase três anos e pede levantamento das sanções impostas aos militares em 2012, após o golpe de Estado.

Questionado pela imprensa sobre a situação do tráfico da droga no país, Mário Vaz, revela que é um assunto preocupante que deve merecer atenção de todos os guineenses, incluindo o próprio Chefe Estado.

“Jomav”, completa no dia 23 de Junho de 2018, 4 anos como Presidente da República, embora resta somente um ano para o término do seu mandado, o Chefe de Estado, revela que nós próximos tempos terá a missão clara que é de trabalhar para a realização das eleições legislativas, a paz e estabilidade no país.

Confrontado com a possibilidade da sua recandidatura à presidência da república, Vaz, afirma que só depois das eleições legislativas em 18 de Novembro de 2018, que anunciar a sua recandidatura.

Na entrevista, José Mário Vaz explicou também que não sentiu qualquer pressão da comunidade internacional para resolver o impasse político na Guiné-Bissau e sublinhou que foram os guineenses que chegaram a um consenso.

Naquela que é a sua primeira entrevista a imprensa, disponibilizou-se a responder 26 perguntas dos diferentes órgãos da comunicação social.

Não foi possível abordar todos os temas quentes que marcaram a sua presidência nesses 4 anos, mas José Mário Vaz, abordou assuntos relacionados à crise política, as suas incongruências, interferências no poder executivo, demissões dos sucessivos governos.

Por: Alison Cabral

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