JOSÉ MÁRIO VAZ: “DEIXAREI  AS MINHAS FUNÇÕES DE CONSCIÊNCIA TRANQUILA”

JOSÉ MÁRIO VAZ: “DEIXAREI AS MINHAS FUNÇÕES DE CONSCIÊNCIA TRANQUILA”

O Chefe de Estado cessante da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou esta terça-feira, 31 de dezembro, que deixa as funções da mais alta magistratura da nação de forma tranquila e com o profundo sentimento do dever cumprido durante os 5 anos.

“Fazendo uma breve análise e uma retrospectiva deste percurso de cinco anos e meio, porque em breve deixarei as minhas funções de mais alto magistrado da nação de consciência tranquila e com o profundo sentimento do dever cumprido”, afirmou José Mário Vaz.

Na sua mensagem à nação por ocasião do novo ano, Mário Vaz afirma que agiu sempre no exclusivo interesse da pátria e dos cidadãos guineenses, sem atender a interesses que lesam a soberania e as leis do Estado.

“Jomav”, como é conhecido no seio dos guineenses, disse que durante os 5 anos não aceitou servir outra causa, senão a causa pela qual foi eleito, isto é, servir a Guiné-Bissau e ao povo na base da verdade.

Nesta senda, Vaz agradeceu a todos os guineenses que lhe acompanharam nesta caminhada, para a realização dos desígnios nacionais de liberdade, paz civil e tranquilidade interna.

Vaz, que terminou o seu mandato em 23 junho ultimo, espera que 2020 seja o ano dos guineenses renovarem as esperanças e de ter a coragem de iniciar e para construir juntos o caminho, porque a mudança virá e têm que estar preparados.

“Jomav” referiu que, apesar das adversidades entre os atores políticos, é fundamental a união entre os guineenses, pois só a união fará a diferença, e terá que ser esta a ferramenta, a força e a esperança para reconstruir o país.

O Presidente cessante realçou o sinal de maturidade que os guineenses deram na campanhas eleitorais, bem como na ida às urnas que decorreram com normalidade, ou seja, num clima de seriedade e tranquilidade.

Neste sentido, Mário Vaz convida a todos e sem excepção para continuarem serenos, enquanto aguardam os resultados definitivos das eleições presidenciais.

Na sua mensagem de despedida com lágrimas, Jomav diz que nunca deixará de acreditar na Guiné-Bissau e estará sempre ao serviço do país e disponível para dar a sua solidariedade fraternal.

Durante a sua intervenção, Vaz falou da economia, agricultura, Mom-na-lama, sua fundação, corrupção, comercialização de caju e querelas políticas dos últimos 5 anos no país, onde realçou o papel republicano das forças armadas revolucionárias guineenses.

Mais de 760.000 guineenses foram chamados às urnas para escolherem o próximo Presidente da Guiné-Bissau entre Domingos Simões Pereira, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Umaro Sissoco Embaló, candidato do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15).

Os primeiros resultados deverão ser divulgados pela Comissão Nacional de Eleições na quarta-feira, amanhã.

As sétimas eleições presidenciais guineenses são tidas como cruciais para a estabilização política da Guiné-Bissau, que realizou legislativas em março.

Por: Alison Cabral

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