JORNALISTAS AGREDIDOS EM MANIFESTAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

JORNALISTAS AGREDIDOS EM MANIFESTAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

Um grupo de jornalistas de diferentes órgãos de comunicação da Guiné-Bissau foram esta quinta-feira, 07 de Dezembro de 2017, agredidos brutalmente por elementos da polícia de intervenção rápida no protesto do colectivo dos partidos democráticos aqui em Bissau, disseram a Rádio Jovem alguns repórteres que faziam a cobertura do protesto.

Para além da agressão, a corporação policial impediu os jornalistas de registar as imagens de repressão policial contra os manifestantes que estavam reunidos ao largo da Chapa de Bissau, na principal avenida da capital, segundo relato de Assana Sambu na sua página no facebook, um dos jornalistas agredido.

“Estive a fazer imagens com a câmara digital e um agente aproximou-se de mim, depois retirou-me o telemóvel da mão, exigindo que eu apagasse todas as imagens. Enquanto dois agentes estavam a lutar comigo para retirar-me a câmara”, descreveu Sambu na sua página oficial na rede social.

O jornalista e chefe da redacção do jornal O Democrata estava identificado no momento e com o cartão do serviço pendurado no peito, mas mesmo assim, os elementos da policia de intervenção rápida, alegaram que ele não tinha a autorização para fazer imagem.

Na sua explanaçã em sua página no facebook, Assana Sambu, alertou as atuais autoridades da Guiné-Bissau, que o país já conta com mais de 20 anos da democracia, mas essa conquista foi graças ao trabalho da imprensa que ajudou e muito na promoção de expressão e dos direitos humanos.

“Nenhum regime e nenhum poder político conseguirá silenciar a voz da imprensa neste país, porque silencia-la, significa matar a democracia”, rematou o jornalista.

A situação mereceu reacção de repúdio de vários quadrantes da comunicação social. Para o jornalista, Aguinaldo Ampa, a liberdade de imprensa é um direito que assiste um profissional da comunicação social para relatar as informações que estão a volta dele.

“Nenhum homem ou policial pode privar essa liberdade preciosa do jornalista, porque ele assumiu compromisso com a sociedade para relatar as notícias de forma mais objectiva possível”, relembrou Ampa.

Neste sentido, Aguinaldo Ampa, exortou  todos os profissionais para estarem firmes e seguros rumo a um jornalismo de qualidade e sem medo.

De referir que agressão aos jornalistas aconteceu uma semana depois do jornalista e apresentador do programa “Aló Guiné”, da Rádio Bombolom, Nicolau Gomes Dautarim, ter sido ouvido pelo Ministério Público, apesar de acabar por sair sem qualquer medida de coacção.

O jornalista,foi ouvido sobre um processo-crime apresentado pelo cidadão Albino Barai, um funcionário do Ministério da Saúde Pública, segundo o qual terá havido alguma declaração excessiva por parte do jornalista, em como houve favorecimento de nomeação familiar, concretamente nepotismo no referido ministério.

O jornalista e apresentador do programa “Alô Guiné”, é visto por vários observadores ligados a assuntos políticos, como um crítico do actual regime no poder, principalmente do chefe de estado, José Mário Vaz.

//  Alison Cabral

 

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