Jornalista guineense Umaro Djau completa 18 anos de serviço na CNN

Jornalista guineense Umaro Djau completa 18 anos de serviço na CNN

“Foram 18 anos dos quais me orgulharei para sempre”, disse o jornalista guineense num dos canais mais prestigiados do mundo, a CNN.

Numa das suas publicações na sua página no Facebook, Umaro Djau fez saber aos seus amigos e seguidores o facto de ter completado uma etapa marcante na sua carreira jornalística.

Para além de manifestar a sua alegria pelo brilhante percurso, o jornalista reconheceu a sua oportunidade quase única para acompanhar de perto os maiores acontecimentos nas últimas duas décadas. “Tive uma oportunidade impar de acompanhar de perto os maiores acontecimentos das últimas duas décadas, naquele que é um dos maiores órgãos de comunicação no mundo”, escreveu Umaro Djau.

Para além de ser jornalista, Umaro Djau considera-se um verdadeiro testemunho da história mundial. “Testemunhei, participei e aprendi muito no processo”, reconheceu o jornalista guineense.

Como guineense, Umaro Djau fez saber do seu empenho em relação ao seu país e ao continente africano. Assim, enalteceu ainda a sua posição enquanto africana da Guiné-Bissau, trabalhando num canal norte-americano, onde os funcionários africanos são contados a dedos. “E enquanto cá estive, fui também dando a conhecer à minha organização os assuntos mais candentes do continente africano. E enquanto cá estive, orgulhosamente mostrei aos meus colegas do serviço onde fica a Guiné-Bissau no mapa do mundo. Sabem, aquele pequeno país lusófono que fica na África Ocidental”, lê-se na sua nota.

Antes de concluir a sua nota, Umaro Djau, de uma forma humilde, disse o seguinte: “…dentro daquilo que me tem sido possível, só espero ter deixado uma boa impressão para os futuros africanos (e guineenses) que um dia poderão se juntar à esta grande organização”.

Finalmente, o jornalista não deixou de citar os acontecimentos que lhe marcaram e lhe deram a experiência necessária durante a sua carreira com a CNN:

“Por último, sei que é impossível enumerar todos os acontecimentos marcantes durante as duas décadas, mas os que aqui transcrevo foram significativos:

2000: Pânico à volta de Y2K (milénio)

2001: Ataques terroristas contra World Trade Center e Pentágono / Invasão do Afeganistão

2002: Expansão da Zona Euro / Julgamento de Slobodan Milosevic no Tribunal de Haia

2003: Doença respiratória, SARS

2004: Fundação do Facebook

2005: Lançamento de YouTube / morte do papa João Paulo II / furacão Katrina

2006: Lançamento de Twitter / Prisão e julgamento de Charles Taylor da Libéria

2007: Lançamento de iPhone pelo Apple

2008: EUA elege o primeiro presidente negro – Barack Obama

2009: Terremotos na Indonésia / Descoberta do esqueleto mais antigo na Etiópia

2010: Derramamento de óleo da BP

2011: Morte de Steve Jobs / terremotos maciços e tsunami no Japão / A morte de Muammar Gaddafi da Líbia / A queda de Hosni Mubarak do Egipto

2012: Olimpíadas de Londres de 2012 / Ataque contra o pessoal diplomático dos EUA em Benghazi, Líbia / Furacão Sandy / Eleição de Barack Obama para um segundo mandato / Massacre de Sandy Hook

2013: Ataques contra a maratona de Boston / Morte de Nelson Mandela / Caso de Edward Snowden / O uso de armas químicas na Síria

2014: Surtos de Ébola / Desastres de companhias aéreas da Malásia / O surgimento do ISIS.

2015: Crise Europeia dos Refugiados / Ataque Terrorista em Paris – Charlie Hebdo / Fuga das prisões em Nova Iorque / Massacre numa igreja de Charleston (Carolina do Sul)

2016: Vírus Zika / Terremoto no Equador / Massacres numa discoteca de Orlando / O caso Brexit no Reino Unido / Ataques na França durante a celebração do dia da Bastilha / Eleição de Donald Trump / Morte de Fidel Castro, presidente da Cuba

2017: Rússia & Trump, Trump, Trump … para já”.

Esta data, 16 de Agosto, serve-lhe da reflexão profunda sobre os momentos testemunhados e números dos anos passados ao serviço da CNN, disse Umaro Djau.

De salientar que o jornalista obteve a sua licenciatura numa universidade norte-americana, Ball State University em 1999. E recentemente completou o seu grau de mestrado em Gestão e Estratégias de Comunicação, numa das universidades mais conceituadas do mundo, University of Southern California. Umaro Djau foi jornalista da televisão estatal guineense na década de 90, onde iniciou a sua carreira. É atualmente um dos poucos africanos a trabalhar no canal televisivo norte-americano CNN, como jornalista e produtor da informação, a partir da sua sede mundial, na cidade de Atlanta, no estado de Geórgia.

//Cláudio António Rumal

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This Post Has One Comment

  1. É um feito importante,por isso os meus votos de muitos sucessos e seja acompanhado por Deus nesta caminhada. Por outro lado, acho que é um motivo de orgulho para os guineenses. Felicidades!…

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