JOMAV QUESTIONA NOVAMENTE AO EXECUTIVO SOBRE O PARADEIRO DO DINHEIRO PÚBLICO

JOMAV QUESTIONA NOVAMENTE AO EXECUTIVO SOBRE O PARADEIRO DO DINHEIRO PÚBLICO

O Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, voltou a questionar ao executivo o paradeiro do dinheiro proveniente dos recursos internos, ou seja, as receitas diárias das direções-gerais das Alfandegas, de contribuições e impostos, os fundos autónomos e compensações das pescas.

A reaçao de José Mário Vaz foi sentida esta quarta-feira, 02 de outubro, no final da visita efetuada aos órgãos públicos da comunicação social, na qual questionou ao executivo o paradeiro de 10 biliões de francos CFA de dívida contraída pelo executivo, através de emissão de títulos de tesouro, numa altura em que os funcionários dos órgãos estatais de informaçao estão, supostamente, com sete meses de salários em atraso.

“O dinheiro da direções-gerais das Alfandegas, de contribuições e impostos, os fundos autónomos e compensações da pescas, eu quero saber onde está esse dinheiro, porque a receita do Estado deve ir para o cofre de Estado”, exigiu Mário Vaz.

José Mário Vaz considera ainda lamentavel o fato de o interior do país não poder ter acesso às informações da televisão pública da Guiné-Bissau(TGB), por causa de 30 milhões de FCF e critiva as condiçoes laborais em que os funcionários dos orgãos de informaçao estatais exerecem a sua tarefa.

Para o Presidente guineense, é triste o que se está a passar neste momento na Guiné-Bissau, com os jornalistas dos órgãos púbicos com salários em atraso, “com certeza que não vão poder prestar um serviço de qualidade ao país”.

“Todos se queixam que não recebem, as condições de trabalhos são das piores e posso dizer que eu saio bastante triste da visita que eu fiz hoje aos órgãos públicos da comunicação social do país”, referiu José Mário Vaz.

Jomav, como é conhecido entre os guineenses, afirmou que chegou o momento para os atores guineenses meterem a mão na consciência e olhar para o país.

Aos jornalistas, Mário Vaz garantiu que vai usar a sua magistratura de influência junto do executivo para melhorar condições de trabalho dos órgãos estatais da comunicação social.

O Chefe de Estado guineense, que terminou mantado no mês de junho do presente ano, esteve na Rádio Difusão Nacional(RDN), Agência Noticiosa da Guiné(ANG), jornal Nô Pintcha e televisão pública da Guiné-Bissau(TGB).

Durante a visita aos órgãos estatais, Mário Vaz esteve acompanhado pelo secretário de Estado da Comunicação Social, João Baticã Ferreira e o presidente do Sindicato dos jornalistas, Indira Correia Baldé.

Em mensagem por ocasião da comemoração do dia da independência nacional, Mário Vaz afirmou que o empréstimo contraído pelo atual executivo é um grande encargo para os cidadãos guineenses, depois de um enorme sacrifício do programa de ajustamento estrutural pelo FMI, que levou em 2011 a perdão da dívida externa do país no valor de 1,3 biliões de dólares.

Por: AC

Partilhar esta notícia...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email

Deixe uma resposta

Close Menu