JOMAV AGUARDA SOLUÇÃO DO IMPASSE NO PARLAMENTO PARA NOMEAR O GOVERNO

JOMAV AGUARDA SOLUÇÃO DO IMPASSE NO PARLAMENTO PARA NOMEAR O GOVERNO

O Chefe de Estado da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse esta sexta-feira, 10 de maio de 2019, que aguarda a resolução do impasse na composição da mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP) do país para nomear o novo governo resultante das eleições legislativas.

A posição do Presidente guineense acontece justamente no dia em que completou dois meses depois da realização do escrutínio eleitoral, mas os guineenses continuam a não conhecer o executivo que saiu das eleições de 10 de março último.

Num encontro com jornalistas no palácio da república para abordar vários assuntos que têm dominado a atualidade política na Guiné-Bissau, Mário Vaz sublinhou que no país existe ódio, rancor, vingança e retalhação entre os atores políticos guineenses.

“Isso não era o meu desejo para esta legislatura que iniciou no dia 18 de abril, mas quando surgiu esta situação é importante refletirmos se na verdade estamos no bom caminho para tirar o país nesta situação”, argumentou Mário Vaz.

Embora reconheça que não vai imiscuir nos assuntos internos do Parlamento guineense, enquanto um órgão da soberania, Vaz pediu diálogo entre os seis partidos políticos com assento no hemiciclo para encontrar uma saída plausível.

De acordo com Vaz é fundamental os esforços de todos os atores políticos para poupar o país e o povo guineense, evitando intervenção externa para a saída do atual impasse na ANP que está a impedir a tomada de posse do novo executivo.

Sobre a data das eleições presidências, o Presidente guineense fez lembrar que a marcação da data das presidências não depende só do primeiro magistrado da nação, mas também envolve a Comissao Nacional das Eleições (CNE) e o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

“Eu que marco a data para as presidências, mas isso não depende exclusivamente só de mim, temos a GTAPE e a CNE, são eles que preparam a agenda e as datas possíveis para irmos às eleições presidências, mas também antes de decidir eu devo ouvir o governo e os partidos políticos”, referiu Vaz.

Questionado pela imprensa se vai candidatar a um segundo mandato como Presidente da República, Vaz promete falar sobre o assunto no fim do seu mandato que termina a 23 de junho de 2019.

Durante a sua longa explanação na presença de alguns membros do seu gabinete, o presidente guineense abordou quase todos assuntos da atualidade do país, com destaque para a greve da função pública, a comercialização da castanha caju, o processo de arroz do povo e a luta contra corrupção na administração pública guineense.

A situação política da Guiné-Bissau afetou por completo a vida dos cidadãos guineenses.

De recordar que a crispação iniciou na composição da mesa do parlamento que irá dirigir aquele órgão no passado dia 18 de abril, quando a candidatura do coordenador do Movimento Democrática (MADEM-G15), Braima Camara, ao cargo de segundo vice-presidente da mesa do hemiciclo, foi chumbada.

A indicação de Camará obedece ao dispositivo legal que diz que caberá ao segundo maior votado a indicação do segundo vice-presidente do parlamento, mas foi negada pela maioria dos deputados presentes naquela sessão inicial da X legislatura do hemiciclo guineense.

Camará obteve 47 votos a favor, 50 votos contra e três abstenções, entre 100 deputados presentes na sala.

Apesar dos esforços das organizações da sociedade civil na busca de entendimento entre as partes em rotura no sentido de nomear o novo primeiro-ministro, uma missão do alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve em Bissau recentemente, pediu aos atores guineenses diálogos construtivo, para colocarem os interesses da Guiné-Bissau em primeiro lugar e muita urgência na nomeação do primeiro-ministro e formação do Governo.

Por: Alison Cabral

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