JOAO TATIS SÁ DEFENDE TUTELA DA ONU PARA A GUINÉ-BISSAU

JOAO TATIS SÁ DEFENDE TUTELA DA ONU PARA A GUINÉ-BISSAU

O antigo candidato as eleições presidenciais em 2005, João Tatis Sá, defendeu está terça-feira, 19 de dezembro de 2017, a tutela da Guiné-Bissau às Nações Unidas caso continue a persistir a falta do entendimento entre atores políticos, numa alusão a actual crise política.

Segundo Tatís Sá, o exercício da atividade politica na Guiné-Bissau não pode continuar a resumir-se ao negócio de enriquecimento pessoal a custa do povo guineense de um grupo de indivíduos.

Perante este facto, João Tatis Sá, entende que a intervenção da comunidade internacional e a sociedade civil podem ajudar na resolução dos cíclicos problemas do país.

“Se não podemos resolver os nossos problemas (crise política), temos que chamar a comunidade internacional, nomeadamente as Nações Unidas (ONU) e a Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) no sentido de arranjarem uma solução viável para o nosso país durante este período que resta antes das eleições legislativas em 2018”, argumentou Tatís Sá, visivelmente preocupado com atual situação da Guiné-Bissau.

O apelo do antigo candidato as eleições presidenciais, igualmente dirigente do Partido Popular Guineense (PPG) que vive na diáspora, vem na sequência dos entraves na implementação do “Acordo de Conacri”, nomeadamente a nomeação de um líder do executivo de consenso entre atores políticos, incluindo o Chefe de Estado.

Em conferência de imprensa na sua residência aqui em Bissau no bairro de São Paulo, com objetivo de analisar a atual crise politica no país, João Tatis Sá, é da opinião de que as partes envolvidas na crise devem ser tolerantes no sentido de consolidarem a democracia no país.

“Toda gente deve estar consciente ou ter noção que a situação do país não está nada ótima, uma situação que perturba muito os emigrantes guineenses que tutelam vários investimentos para ajudar a consolidar a economia do país, mas porquê razão continuam nas querelas políticas para bloquear a Guiné-Bissau? Neste sentido, os políticos guineenses deveriam fazer exame de consciência de modo a serem tolerantse para consolidar a democracia.

De recordar que devido ao impasse na implementação de “Acordo de Conacri”, rubricado em 2016, os líderes da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) deram 30 dias aos atores políticos do país para acabarem com a crise politica na Guiné-Bissau.

A posição consta do comunicado final da 52.ª conferência de líderes da organização, que teve lugar no passado (17 de Dezembro), na Nigéria, na qual foi debatida a situação política na Guiné-Bissau, marcada por um impasse que já dura há mais de dois anos.

À chegada a Bissau, após a cimeira, o Presidente da Republica, José Mário Vaz disse que só vai aceitar a nomeação de um novo primeiro-ministro com a reintegração plena e sem condições dos 15 deputados expulsos no PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas.

// Alison Cabral

Foto: Alison Cabral

Partilhar esta notícia...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email

Deixe uma resposta

Close Menu