JIN HONG JUN: “PROCESSO DE ARROZ DO POVO NÃO AFETA RELAÇÃO ENTRE A CHINA E A GUINÉ-BISSAU”

JIN HONG JUN: “PROCESSO DE ARROZ DO POVO NÃO AFETA RELAÇÃO ENTRE A CHINA E A GUINÉ-BISSAU”

O embaixador da China na Guiné-Bissau, Jin Hong Jun afirmou esta terça-feira, 14 de março de 2019, que o processo de “Arroz do Povo”, não vai afetar a relação de cooperação bilateral entre Pequim e Bissau, embora garanta que o governo do seu país espera a conclusão do processo de investigação da Policia Judiciaria guineense.

“Esta situação do processo de “Arroz do Povo” não afeta as relações dos países, porque relação dos dois países já vinha da luta de libertação, uma relação sólida, uma relação fraterna e uma relação baseada em pé de igualdade e oferecemos o arroz tendo em contra a grande dificuldade que a população atravessa, afirmou Jin Hong Jun, no final de um encontro com o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes.

No mês de abril último, a PJ apreendeu no âmbito de uma operação, denominada “Arroz do Povo”, mais de 100 toneladas de arroz doado pelo governo do Pequim ao Estado da Guiné-Bissau, que segundo a polícia de investigação, estava a ser preparado ser vendido ao público.

Em declaração aos jornalistas, Hong Jun disse que o mais importante neste momento é deixar a PJ continuar com o processo de investigação, com vista apurar se houve eventual desvio do arroz doado á população guineense.

O diplomata chinês realçou o trabalho desenvolvido pelo governo guineense na distribuição de uma parte do arroz aos centros hospitalares das diversas regiões e para instituições mais carenciadas, daí que cabe agora ao executivo fazer a distribuição da grande parte do arroz às populações que estão em dificuldades.

“Confiamos no governo guineense em continuar a distribuir o arroz e esperamos que o arroz chegue as populações carenciadas”, declarou Hong Jun.

De recordar que o arroz apreendido estava num armazém em Bafata, propriedade do antigo ministro do Interior, Botche Candé, e numa quinta do atual ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos.

O governo do Pequim dou um total de 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares, e que o donativo chegou a Guiné-Bissau a 26 de janeiro do ano.

Além do processo de “Arroz do Povo”, o diplomata chinês, abordou também com o primeiro-ministro guineense a situação da cooperação entre os dois países, nomeadamente os projetos em andamento na Guiné-Bissau.

Por: AC

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