IDRISSA DJALÓ: “CHUMBO DE CANDIDATURA DE BRAIMA CAMARA NÃO DEVE SER CONOTADO COM RELIGIÃO”

IDRISSA DJALÓ: “CHUMBO DE CANDIDATURA DE BRAIMA CAMARA NÃO DEVE SER CONOTADO COM RELIGIÃO”

O líder do Partido da Unidade Nacional (PUN), afirmou esta segunda-feira, 13 de maio de 2019, que o chumbo da nomeação do líder Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), Braima Camará, para o lugar de segundo vice-presidente do Parlamento da Guiné-Bissau, não foi por ser mandinga ou muçulmano.

De acordo com Idrissa Djaló, a decisão dos parlamentares, agrupado na nova maioria parlamentar, com um total de 54 deputados é um simples ato da democracia, porque os deputados são soberanos no momento do voto.

Em conferência de imprensa num dos hotéis da capital, Bissau, com objetivo de abordar vários assuntos que têm dominado a atualidade política guineense, Djaló, entende que foi um erro estratégico por parte de Braima Camara concorrer a este posto devido os acontecimentos dos últimos três anos em que mergulhou o país crise politica.

“Como o senhor Braima Camara pode pensar obter votos dos partidos que o próprio combateu com firmeza políticas mais de três anos, não é logico esperar isso, porque estamos na política onde cada um está a defender os seus interesses, por isso, aceitar Camara para assumir o posto a nova maioria parlamentar esta a entregar coordenador do Madem chave do podem da Guiné-Bissau”, argumentou Djaló.

Apesar do líder do hemiciclo guineense, Cipriano Cassama já remeteu para o Chefe de Estado, José Mário Vaz dossiê que leva a formação do Executivo resultante das eleições legislativas, mas o Presidente guineense afirmou na sexta-feira que só vai empossar o governo depois da resolução do impasse na composição da mesa do parlamento que dirigir órgão.

Djaló considera falsas estas afirmações de Mário Vaz, porque o Presidente guineense sabe que final do seu mandato vai confrontado com crimes que já tinha cometido no passado, nomeadamente com o alegado desaparecimento de 12 milhões de dólares entregue por Angola à Guiné-Bissau na altura em que era ministro das Finanças para apoio orçamental.

O líder do PUN, uma formação politica sem assento no parlamento guineense, afirma que o “Jomav”, como é conhecido o Presidente guineense é um perdido que esta a tentar meter a Guiné-Bissau numa situação de caus.

A situação política da Guiné-Bissau afetou por completo a vida dos cidadãos guineenses.

De recordar que a crispação iniciou na composição da mesa do parlamento que irá dirigir aquele órgão no passado dia 18 de abril, quando a candidatura do coordenador do Movimento Democrática (MADEM-G15), Braima Camara, ao cargo de segundo vice-presidente da mesa do hemiciclo, foi chumbada.

A indicação de Camará obedece ao dispositivo legal que diz que caberá ao segundo maior votado a indicação do segundo vice-presidente do parlamento, mas foi negada pela maioria dos deputados presentes naquela sessão inicial da X legislatura do hemiciclo guineense.
Camará obteve 47 votos a favor, 50 votos contra e três abstenções, entre 100 deputados presentes na sala.

Apesar dos esforços das organizações da sociedade civil na busca de entendimento entre as partes em rotura no sentido de nomear o novo primeiro-ministro, uma missão do alto nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que esteve em Bissau recentemente, pediu aos atores guineenses diálogos construtivo, para colocarem os interesses da Guiné-Bissau em primeiro lugar e muita urgência na nomeação do primeiro-ministro e formação do Governo.

Por: AC

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This Post Has One Comment

  1. Mentira, não pode te levar lugar nenhum.
    Braima Câmara é um problema sério por este país
    Política não é guerra…

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