SER HOMOSSEXUAL NA GUINÉ-BISSAU É VIVER NA ESCURIDÃO

SER HOMOSSEXUAL NA GUINÉ-BISSAU É VIVER NA ESCURIDÃO

 

Leandro Balanque Pereira, gay assumido, revelou esta quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017, que há pessoas gays na Guiné-Bissau com vírus da Sida que têm vergonha de frequentar centros hospitalares para fazer o tratamento, devido a discriminação.

Embora tenha reconhecido que numa sociedade como da Guiné-Bissau, chovem ataques a quem se assuma que é gay, mas deixou a alerta à Autoridades no sentido de criar condições para que os homossexuais tenham acesso ao tratamento contra a doença.

Perante este facto, Leandro Balanque Pereira, instou os seus colegas a assumirem publicamente a sua orientação sexual de fora a conquistar os seus espaços na sociedade.

“Precisamos de apoio porque os meus colegas homossexuais com este problema estão com vergonha de apresentar, por isso, que estamos a exigir que nossos direitos sejam salvaguardados”, declarou Balanque Pereira, visivelmente desapontado pela forma que os homossexuais estão a ser tratados no país.

O jovem falava esta quarta-feira numa conferência de imprensa de balanço da participação de delegação da Guiné-Bissau na Conferencia Internacional sobre SIDA e Infecções Sexual em África (ICASA), que decorreu entre 4 a 9 do mês em curso na Costa de Marfim.

A reunião sobre Sida foi uma oportunidade para os participantes de todo o mundo, incluindo a delegação da Guiné-Bissau, compartilhar os últimos avanços científicos no campo, aprender com os conhecimentos uns dos outros e desenvolver estratégias para avançar em todas as facetas nos esforços para tratar e prevenir a doença.

Na ocasião, o secretário Executivo da Luta Contra Sida, Califa Soares Cassama, reconhece a ausência do Estado nesta luta, tendo alertado que é fundamental a disponibilização de verbas para lutar contra a Sida na Guiné-Bissau.

“O país sente dificuldade de dar resposta na luta contra sida devido ausência do nosso estado, porque para lutar contra esta doença é fundamental apostar na prevenção e sensibilização. Neste sentido que chamo atenção as autoridades competentes a necessidade de disponibilizar verbas para lutar contra sida”, sublinhou Soares Cassama.

Na cerimónia de abertura dos trabalhos, Michael Sidibé, diretor executivo da UNAIDS, apelou o empenho da população para em conjunto realizarem trabalhos no combate à epidemia.

Na Guiné-Bissau foi diagnosticado o primeiro caso da sida em 1986, isto é, cinco anos após a aparição do primeiro caso verificado da doença nos Estados Unidos da América (EUA) e confirmado no seio dos homossexuais, referiu ainda o secretário Executivo.

De acordo com dados disponíveis, a prevalência da doença na população guineense é de 3.3 %, onde o sector autónomo de Bissau, Bafatá, Quinará, Oio e Tombali registam maior taxa da prevalência dos vírus, chegando até mais de 5 % em cada região.

A epidemia no país é caracterizada pela circulação simultânea de dois tipos de vírus VH 1 e VH 2.

Por: Alison Cabral

Imagem e Vídeo: “AC”

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This Post Has One Comment

  1. Boa tarde! Meu nome é Diego e sou mestrando em Enfermagem na UNILAB. Como faço para entrar em contato com o rapaz da reportagem?

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