GABÚ

Capital Gabú

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A região de Gabú está dividida em cinco setores: Boé, Gabú, Pirada, Pitche e Sonaco. Geograficamente é a mais distante da capital do país e faz fronteira a norte com o Senegal, a leste com a Guiné Conacri e a sul com as regiões de Tombali e Bafatá.

As temperaturas rondam os 30 e os 33 graus durante o dia e entre os 18 e os 23 graus durante a noite. Esta região é extremamente seca entre outubro e maio, altura em que começam as chuvas. A vegetação é na sua maioria seca, com uma floresta esparsa tipo savana, existindo, contudo algumas manchas de floresta densa.

As principais atividades económicas da região são o comércio, a agricultura e a pecuária, tradicionalmente praticada pelos Fulas, uma das etnias mais representativas na região. Gabú é um território pobre mas a proximidade com o Senegal e com a Guiné-Conacri quebra o isolamento da região face ao resto do país e estimula as trocas comerciais.

CIDADE DE GABÚ
Gabú, uma cidade que se encontra a pouca distância das fronteiras da Guiné-Conacri e do Senegal, tem cerca de 42 000 habitantes e situa-se a 263 Km de Bissau. A viagem até à cidade de Gabú é feita em estrada de alcatrão, relativamente bem conservada. Porém, as vias adjacentes para as povoações vizinhas são, na sua maioria, feitas em caminhos de terra batida, alguns em muito más condições. No período das chuvas poderá ser impossível chegar a algumas tabancas.

A cidade foi a capital do antigo reino mandinga de Kaabu (Ngabou ou ainda N’Gabú). O seu povo era originário de Mandé, atual Mali e parte da Guiné-Conacri. Este reino existiu entre 1537 e 1867 na chamada Senegâmbia, região que abarcava o nordeste da atual Guiné-Bissau, mas que se estendia até Casamansa, no Senegal. Antes disso, Gabú fora vassalo do Império Mali de que se tornou independente com o declínio deste império. O até então governador de Gabú, Sama Koli, autoproclama-se rei, mantém o legado cultural maliano e estabelece relações comerciais com os portugueses. No início do século XIX a etnia Fula convertida ao Islão, convoca uma Jihad e trava a guerra de Kansala que termina com um grande incêndio, fazendo vítimas de ambos os lados. O reino Fouta Djallon anexa Gabú como seu Estado vassalo até à sua assimilação pelo Estado português.

 As fortificações de terra feitas pelos Mandingas durante o reino de Kaabi já não são visíveis. A capital de Gabú é, atualmente, um grande centro de comércio. As principais ruas da cidade estão repletas de bancas de vendas e de um extenso mercado à beira da estrada que anima as ruas e nos presenteia com um cenário colorido e cheio de vida. Aqui vendem-se frutas, legumes, carvão, peixe, carne, artesanato e cerâmica, naquele que é considerado o segundo maior mercado da Guiné-Bissau.

É bem visível a influência muçulmana na cidade. As vestes diferem do resto do país, com homens e mulheres a usar roupas típicas islâmicas, abundam pequenas mesquitas e até as tradições musicais são distintas. As ruas são traçadas a régua e esquadro à volta de uma rua principal. Casas baixas, algumas de arquitetura colonial e uma pequena capela lembram vagamente a influência cristã e colonial portuguesa na região. O artesanato
de Gabú é muito conhecido embora seja difícil hoje em dia encontrar artesãos ainda no ativo.

Fonte: ONG Afectos com letras

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