Guiné-BISSAU

História e curiosidade

Guiné-BISSAU

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Origens do país até aos dias de hoje

Os primeiros vestígios da presença humana na Guiné-Bissau datam de 200 mil anos a.C. mas os registos históricos mais evidentes iniciam-se no 3.° milénio a.C. com a chegada de povos do deserto do Sahara, ascendentes dos atuais grupos étnicos do litoral e ilhas da Guiné-Bissau. No século IV a.C. funda-se o império do Gana que perdura até ao séc. XI, quando os Almorávidas tomam Kumbi-Saleh, a capital do Gana. 

É então que os povos Naulus e Ladurnas chegam à Guiné-Bissau, onde dominavam os povos Mandingas, pertencentes ao Reino de Gabú, instalados entre a região nordeste da Guiné-Bissau e a região de Casamansa. O Reino de Gabú era por sua vez vassalo do Império do Mali (1230 a 1546), Estado rico e sumptuoso que se estendeu entre a Região do Rio Senegal e do Alto Níger sempre feitas a partir dos rios: Casamansa, São Domingos, Farim, Bissau, e mais tarde, Bolama e Bafatá.

Em 1753 é estabelecida pelos portugueses a Capitania de Bissau. Os ingleses conseguem, por sua vez, estabelecer-se em Bolama, ilha do Arquipélago dos Bijagós mais perto do território continental da Guiné, em 1792.

Em 1879 procede-se à separação administrativa de Cabo Verde e constitui-se mais uma colónia de Portugal, a Guiné Portuguesa que teve como primeira capital Bolama. Após a Conferência de Berlim (1884 – 1885), em que Portugal apresentou o falhado Mapa Cor-de-Rosa, este país apressou-se a efetivar o povoamento da Guiné-Bissau e a dedicar-se à agricultura, não sem antes a população resistir e se travarem sanguinários combates.

Em 1936 dá-se a última grande revolta que ficou conhecida como a revolta dos Bijagós de Canhabaque. A população guineense foi então obrigada ao trabalho forçado, as infraestruturas pouco foram desenvolvidas e foi dada a preferência para a nomeação de cabo verdianos como funcionários.

Em 1951, face à pressão internacional, o estatuto de Colónia da Guiné Portuguesa é substituído pelo de Província Ultramarina, mas a resistência guineense e a luta pela autodeterminação sempre se fizeram sentir, tendo como marco histórico a fundação do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) em 19 de setembro de 1956 por Amílcar Cabral, Luís Cabral, Aristides Pereira e Júlio de Almeida. Durante três anos a resistência do PAIGC foi pacífica mas endureceu após o massacre do Pidgjiguiti, de 3 de agosto de 1959. Neste dia, os trabalhadores do Porto de Bissau, estivadores e marinheiros, encontravam-se em greve, exigindo melhorias salariais mas as forças portuguesas da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) interromperam a manifestação e mataram cerca de 50 pessoas, ferindo ainda outros 100 manifestantes. O dia 3 de agosto foi transformado num dos marcos da luta de libertação da Guiné e é atualmente um dos feriados mais importantes do país.

Em 1963, o PAIGC inicia a luta armada de guerrilha de oposição ao regime colonial, que fica registada pelo assassinato do seu líder e doutrinário, Amílcar Cabral, a 20 de janeiro 1972, sem nunca se vir a determinar quem foi o responsável. A 24 de setembro de 1973 o PAIGC declara em Boé a independência unilateral da Guiné-Bissau  tornando-se a primeira das ex-colónias portuguesas a tornar-se independente. Portugal só reconhecerá oficialmente a independência da República da Guiné-Bissau, aquando da deliberação da Assembleia Geral das Nações Unidas, a 17 de setembro de 1974.

A Guiné-Bissau independente começa então o seu caminho, com alguns avanços e muitos recuos tendo como primeiro Presidente Luís Cabral, irmão do líder do PAIGC assassinado em 1973, Amílcar Cabral. Os primeiros anos pós independência são muito agitados, registando-se até 1979 o fuzilamento de ex-Comandos africanos e de cidadãos conotados com o Partido FLING, bem como uma tentativa do Presidente de implementar um governo de inspiração socialista, num projeto de Unidade da Guiné-Bissau e de Cabo Verde que termina abruptamente em 1980, com um golpe de estado perpetrado pelo Primeiro-Ministro Nino Vieira, que assim assume a liderança do país.

Em 1986 dá-se uma nova tentativa de golpe de estado, desta feita encabeçado pelo Vice-presidente do Conselho da Revolução, pelo Procurador-Geral da República e vários oficiais superiores das Forças Armadas que acabam detidos e parte deles fuzilados no que veio a ser conhecido por “caso 17 de outubro”. O regime de multipartidarismo chega em 1991 e, em 1994, realizam-se as primeiras eleições livres na Guiné-Bissau com a vitória do PAIGC e de Nino Vieira para a Presidência da República, com maioria absoluta.

Em 1997 a Guiné-Bissau integra a União Económica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA ) e adopta o Franco CFA como moeda nacional, substituindo o Peso. O país é também membro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental desde 1975.

1998 dita o início de um período muito conturbado e de má memória para a Guiné-Bissau – uma guerra civil que opõe o governo eleito democraticamente e uma auto- intitulada “Junta Militar”, tendo como base rivalidades e lutas pelo controle de poder no PAIGC. Esta guerra que durou cerca de 11 meses, devastou infraestruturas, a economia, a sociedade, famílias e ceifou muitas vidas. A destruição do tecido económico e social teve consequências catastróficas no país e que perduram até aos dias de hoje.

Falar da história recente da Guiné-Bissau, é na realidade falar de um Estado com algumas dificuldades em se consolidar, fruto de sucessivos golpes e conflitos causadores de instabilidade política que se materializa numa
economia débil e numa sociedade fragilizada por anos de falta de paz e de perspetivas de futuro. De salientar no entanto que estes conflitos político-militares não se replicam na sociedade guineense que é pacífica e extremamente hospitaleira, recebendo qualquer pessoa que ali chega com um sorriso e um brilho no olhar que nos marca para sempre.
Por isso, falar da história da Guiné-Bissau é também falar das suas gentes e da sua generosidade, da sua riqueza étnica, da sua diversidade cultural, do seu enorme potencial turístico e das belezas naturais que encontramos de norte a sul do país e que justificam indubitavelmente uma visita.

Fonte: ONG - Afecto com letras

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Geografia

A República da Guiné-Bissau situa-se na África Ocidental, entre o Senegal (a norte), a Guiné Conacri (a leste e sul) e o Oceano Atlântico (a oeste). É constituída por uma parte continental e outra insular, o Arquipélago dos Bijagós, com cerca de noventa ilhas, das quais apenas dezassete são habitadas.
Ocupa uma extensão de aproximadamente 36.125 Km². Graças ao baixo nível médio face às águas do mar e à vasta rede de rias e vales, cerca de 1/3 do seu território fica inundado na época das chuvas, entre meados de maio e de outubro. O país possui oito rios principais: o Rio Mansôa, o Rio Cacheu, o Rio Tombali, o Rio Cumbijã, o Rio Buba, o Rio Geba, o Rio Corubal e o Rio Cacine.

Administração

Em termos administrativos, a Guiné-Bissau divide-se em oito Regiões: Bafatá, Biombo, Bolama, Cacheu, Gabú, Oio, Quinara e Tombali e um Setor Autónomo, o de Bissau. Estas Regiões dividem-se em 36 setores e estes, por sua vez, em várias secções, compostas por Tabancas (aldeias), muitas marcadas pela distância da capital,
Bissau, devido à ausência de acessibilidades ou à precariedade destas. Tomando em consideração a geografia do país e a quantidade de rias e rios, muitas vezes o que em linha reta representa uma curta distância, demora horas a percorrer por estrada, considerando a necessidade de fazer grandes desvios para se chegar ao destino.

Clima

A Guiné-Bissau tem um clima predominantemente tropical com características marítimas, sendo muito quente e húmido e com duas estações distintas: a estação seca, de novembro a abril e a estação das chuvas, de maio a outubro. A temperatura média anual no país é de 26,8 graus. Na Guiné-Bissau, os meses mais frescos são os de dezembro e de janeiro e os mais quentes de março a maio. Já os meses mais pluviosos são os de julho e de agosto.

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Demografia

Segundo os últimos censos, a população da Guiné-Bissau é de 1.530.673 habitantes e caracteriza-se por ser maioritariamente jovem: cerca de 49,6% da população tem
menos de 18 anos e a esperança média de vida ronda os 52,4 anos. A taxa de alfabetização é de cerca de 43,7%, sendo que o abandono escolar é elevado por motivos económicos, sociais e culturais.

Existem entre 27 e 40 grupos étnicos. As etnias com maior expressão na Guiné-Bissau, segundo os censos de 2009, são:

Fula
Fula 28.5%
Balanta
Balanta 22.5%
Mandinga
Mandinga 14.7%
Papel
Papel 9.1%
Manjaca
Papel 8.3%

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Festas e acontecimentos marcantes

DIA 01, novo ano.
DIA 20, Dia dos Heróis Nacionais / Dia da morte de Amílcar Cabral, Pai da Nação.
DIA 23, Dia dos Combatentes.
DIA 30, Dia da morte de Titina Silá, heroína da luta da independência.

Data móvel, Carnaval – celebração de grande importância no país.

DIA 08, Dia da Mulher.
DIA 15, Aniversário da Capita Bissau, fundada em 1692.

Data móvel, Páscoa.

DIA 01, Dia do Trabalhador.
Data móvel
, Páscoa.

DIA 01, Dia das crianças.
Data móvel, Fim do Ramadão (Eid al Fitr).

Ops! aqui não tem nenhuma data para comemorar. 

DIA 03,Dia do Massacre do Pidjiguiti / Dia dos Mártires do Colonialismo.

DIA 24, Dia Nacional /Comemoração do Dia da Independência.

Data móvel, Tabaski (Eid al-Adha).

DIA 01, Dia de Finados.
DIA 14, Aniversário do Movimento de Reajuste.
Data móvel, Tabaski (Eid al-Adha).

DIA 25, Natal.

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