GUINÉ-BISSAU SEM GOVERNO HÁ DOIS MESES

GUINÉ-BISSAU SEM GOVERNO HÁ DOIS MESES

Sessenta dias depois da queda do governo de Umaro Sissoco Embaló, o país continua a espera de uma solução que possa desbloquear o país do impasse político que tanto fustiga a vida dos guineenses.

Foi a 16 de Janeiro que José Mário Vaz, Presidente da República, demitiu por decreto presidencial, o governo liderado por Umaro Sissoco. No passado dia, 16 de Março, completaram 60 dias de um vazio de Poder na Guiné-Bissau.

Dois meses depois, não se vislumbra nenhuma solução para a saída da crise. Pouco ou nada se tem evoluído no terreno desde que José Mário Vaz nomeou um novo primeiro-ministro, a 30 de Janeiro. Artur Silva, não só não conseguiu formar o seu governo, como também foi contestado por todos os atores políticos signatários do Acordo de Conacri.

A quando da sua tomada de posse, prometeu “para breve” a formação do seu governo, o que não aconteceu, tendo remetido a um silêncio ensurdecedor. O impasse persiste com reflexo directo na vida das populações. Os prolongados cortes no fornecimento da luz e água são mais recorrentes. Os preços dos produtos da primeira necessidade estão a disparar no mercado e as principiais instituições da república estão completamente paradas. Há uma espécie serviço mínimo.

O Presidente da República, José Mário Vaz continua em silêncio e mais preocupado com o relançamento das fábricas do que apresentar propostas concretas aos atores políticos para acabar com a crise.

Diga-se que o primeiro-ministro, Artur Silva, está a espera que seja demitido pelo Presidente, enquanto José Mário Vaz a espera que o Artur faça milagre. Quando todos os partidos políticos divulgaram publicamente os comunicados em demarcaram-se do governo de Artur por ser uma figura que não reúne o mínimo de consenso, eis que o Presidente convoque os mesmos partidos para discutir o porquê de não aceitaram o convite de Artur Silva.

Prontamente, quatro dos cinco partidos com assento parlamentar recusaram discutir com o Chefe de Estado a formação de um governo que será liderado por Artur Silva. Mário Vaz volta a convocar nova ronda negocial para a próxima terça-feira. De imediato, os quatro partidos com expressão parlamentar anunciaram o fim do diálogo com o Presidente nos moldes que está a conduzir as negociações.

Um mar de incerteza continua a minar os progressos para a saída da crise política.

Por: Alison Cabral

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