GUINÉ-BISSAU: PRS PROMETE RESPEITAR EVENTUAL DECISÃO CONSTITUCIONAL DE USE

GUINÉ-BISSAU: PRS PROMETE RESPEITAR EVENTUAL DECISÃO CONSTITUCIONAL DE USE

O Partido da Renovação Social (PRS), promete respeitar eventual decisão constitucional do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, sobre o futuro da Guiné-Bissau, nomeadamente a possibilidade formação de novo executivo, como recomendou a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no seu último comunicado.

A garantia foi dada à imprensa esta quarta-feira, 29 de abril, por Jorge Malú, um dos vice-presidentes do PRS, no final da audiência com Chefe de Estado guineense, para analisar a situação sóciopolítico do país, incluindo o comunicado da CEDEAO.

Aos jornalistas, Malú diz que, à luz da constituição da república, qualquer executivo que venha ser formado deve ter emanação do parlamento, embora ressalte que nenhum partido com assento no hemiciclo tenha maioria para formar um executivo.

Nesta senda, Malú afirma que o partido liderado por Alberto Nambeia vai respeitar o acordo de incidência parlamentar rubricado com Assembleia do Povo Unido- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e o Movimento de Alternância Democrática (MADEM G-15), que permitiu suportar atual executivo liderado por Nuno Gomes Nabiam.

Além do PAIGC, MADEM G-15, PRS, Sissoco Embaló avistou-se com APU-PDGB e o Partido da Nova Democracia (PND).

O PND afirma ter aconselhado ao Presidente da República no sentido de trabalhar para garantir a Estabilidade Política e Governativa, procurando sempre consensos à volta das questões de interesse nacional.

A Guiné-Bissau vive mais um período de crise política, depois de o general Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, enquanto decorre no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país.

Por: AC

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