GUINÉ-BISSAU: PGR ADMITE QUE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS FORAM JUSTAS E TRANSPARENTES

GUINÉ-BISSAU: PGR ADMITE QUE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS FORAM JUSTAS E TRANSPARENTES

O Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau(PGR), Ladislau Embassa admitiu que a segunda volta das eleições presidenciais do país foram livres, justas e transparentes, apesar da contestação do candidato suportado pelo Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo-Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, alegando irregularidades no processo eleitoral.

Segundo Embassa, os relatórios e as atas da equipa do Ministério Público(MP) que acompanhou o processo eleitoral ao nível do território nacional guineense confirmam que o pleito eleitoral foi credível, tanto na primeira e bem como na segunda volta.

“Os relatórios e atas da nossa equipa que esteve no terreno, estão sob alçada do MP, por isso, posso garantir-vos que o processo eleitoral decorreu da melhor forma e não ouve nenhuma irregularidade que podemos considerar como sendo relevante que possa pôr em causa os resultados anunciados”, vincou Embassa.

Além de garantir a fiabilidade das presidências, o PGR garante que no dia que foi realizado a verificação da consolidação nacional dos dados eleitorais, o MP transmitiu aos presentes no encontro qual foi a sua posição relativamente ao processo.

Devido as irregularidades invocadas por Simões Pereira durante o processo eleitoral, o PAIGC apresentou uma queixa-crime contra o presidente da Comissão Nacional de Eleições(CNE), José Pedro Sambú, no passado mês no Ministério Publico guineense.

Confrontado com a situação, Embassa, afirma que as alegações do partido de DSP, são somente uma denúncia e que precisam sem constituídas de fatos palpáveis, permitindo assim a atuação da instituição.

O Procurador-Geral da República falava esta quinta-feira, depois de assistir a abertura da Conferência Internacional sobre organização e gestão da justiça criminal, que reuniu atores judiciários do país, num dos hotéis em Bissau, na qual escusou-se a comentar a notícia dos três hackers contratados para uma operação de fraude a nível do sistema informático nos resultados das eleições presidenciais.

A Guiné-Bissau vive um impasse pós-eleitoral após o candidato Umaro Sissoco Embaló ter sido declarado vencedor das eleições presidenciais pela CNE.

Nesta senda, DSP recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça à pedir a anulação das eleições por alegadas fraudes e irregularidades.

No ultimo domingo, o presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Jean-Claude Kassi Brou, disse que os chefes de Estado da organização pediram ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau que se pronuncie até 15 de fevereiro sobre o contencioso eleitoral.

Por: Alison Cabral

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