GUINÉ-BISSAU ENTRE OS PAÍSES COM MELHOR ACORDO DE PESCA COM A UE

GUINÉ-BISSAU ENTRE OS PAÍSES COM MELHOR ACORDO DE PESCA COM A UE

A Guiné-Bissau figura em terceiro lugar na lista dos países africanos, com melhor Protocolo de Acordo de Pescas com a União Europeia (EU), anunciou esta terça-feira, 20 de Novembro de 2018, o chefe da delegação técnica guineense para as negociações com a UE, Henrique Silva.

À luz do novo acordo de pesca, a UE pagará à Guiné-Bissau 15,6 milhões de euros anuais durante cinco anos. No anterior acordo, Bissau recebia 9,5 milhões de euros anuais.

Em conferência de imprensa no ministério da tutela, Henrique Silva, revela que a Guiné-Bissau inspirou no modelo da Mauritânia para rubricar o melhor acordo com a UE, com duração de 5 anos, permitindo o país arrecadar cerca de 78 milhões de euros.

“Como disse podíamos pegar o exemplo do Senegal, mas achamos que a Mauritânia na sub-região (Africa Ocidental) é mais desenvolvido, tem melhores infraestruturas, por isso, pegamos o seu modelo com exemplo, aportanto no processo daquele país vizinho para exigir a compensação financeira que estamos agora a ter com a UE”, explicou Silva.

As partes (Guiné-Bissau e União Europeia) assinaram novo acordo das pescas no valor 15.6 milhões de euros, na semana passada num dos hotéis da capital Bissau, após 6 rondas de negociações, embora não foi fácil alcançar entendimento.

Na sua longa intervenção, na presença de alguns elementos da delegação técnica guineense para as negociações com a UE, Henrique Silva, revela que as 6 rondas permitiram o país calcular os valores das quotas que a UE solicita para alcançar melhor compensação financeira no acordo.

O acordo permite que navios da Espanha, Portugal, Itália, Grécia e França pesquem nas águas guineenses e inclui a pesca de atum, cefalópodes (polvos, lulas, chocos), camarão e espécies demersais (linguados e garoupas).

Segundo o novo acordo, dos 15,6 milhões de euros anuais, 11,6 milhões serão canalizados para o Orçamento Geral do Estado guineense e os restantes quatro milhões para o apoio às infraestruturas da pesca, fiscalização das águas e ainda para a pesquisa.

De referir que o anterior acordo que terminou em Novembro de 2017, a União Europeia pagava ao país 9,5 milhões de euros.

Por: Alison Cabral

 

Partilhar esta notícia...
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on LinkedIn
Linkedin
Email this to someone
email

Deixe uma resposta

Close Menu